Twitter e Snapchat suspendem permanentemente contas de Donald Trump

2021-01-14 Se no caso do Facebook, a decisão foi a suspensão temporária do ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo menos até Biden tomar posse, outras duas plataformas, o Twitter e Snapchat, foram mais longe e anunciaram a suspensão permanente das contas do inquilino da Casa Branca. Em causa esteve o facto de ter inspirado atos criminosos e ter incitado à violência entre os seus apoiantes.

No caso do Twitter, Trump perdeu a conta depois de ter partilhado vídeos da invasão do Capitólio pelos seus apoiantes. É que apesar de usar a plataforma para pedir ao grupo para voltar para casa, também os elogiava e repetia as acusações de fraude e falta de integridade das eleições presidenciais.

Também no Snapchat, depois da conta ter sido suspensa logo depois do assalto ao Capitólio,  a empresa decidiu tornar a decisão permanente após ter analisado a situação, tentando perceber o seu impacto a longo prazo na comunidade de utilizadores. Assim, vai fechar a conta a partir do próximo dia 20, data em que Joe Biden tomará posse como novo presidente dos Estados Unidos.

"Zelando pelo interesse da segurança do público e tendo por base as suas tentativas de disseminação de informação falsa, discurso de ódio e de apelo à violência, as quais são claras violações das nossas políticas, decidimos banir permanentemente a sua conta", refere a empresa.

Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, veio dizer que as redes sociais não devem ter o poder de decidir o que constitui discurso de ódio e a suspensão de Trump põe em causa a liberdade de opinião. Por isso, diz não acreditar que o Twitter deva ter o poder de restringir o discurso das pessoas, considerando a suspensão de Trump da plataforma como "problemática". Devem ser os países a definir o que constitui discurso de ódio online.

Também o ministro francês das Finanças, Bruno le Maire, disse estar "chocado" pela decisão do Twitter, defendendo que a regulação digital não devia ser feita pela própria oligarquia digital, sendo essa uma responsabilidade dos governos.

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