A UE27 gastou, em termos globais, 127,9 mil milhões de euros de dinheiros públicos em investigação e desenvolvimento no ano passado. Estas dotações orçamentais representaram 0,71 % do PIB e evidenciam um aumento de 3,4% em comparação com 2023, quando o valor foi de 123,6 mil milhões. Face aos valores de 2014, o reforço é de 59,5% (80,17 mil milhões). Os dados são do Eurostat e permitem ver os níveis de aposta de cada governo ao financiamento em I&D. Portugal está abaixo da média europeia.
Tendo em conta os valores, as dotações orçamentais provisórias para I&D por pessoa ao nível da UE ascenderam a 284,7 euros no ano passado. Sendo que os países que mais apostaram foram o Luxemburgo, com 759,2 euros por pessoa, seguindo-se à distância a Dinamarca, com 586,8 euros por pessoa, e os Países Baixos, com 542,7 euros. Já os países da UE com as menores dotações orçamentais de I&D por pessoa foram Malta (73,9 euros), Hungria (58,7 euros), Bulgária (38,3 euros) e Roménia (19,1 euros).
Em Portugal, o valor foi de 78,7 euros por pessoa, quando 10 anos antes era de 60,3 euros. O que coloca o país bem abaixo da média europeia, que ficou nos 284,7 euros por pessoa, o que representa um aumento de 57,0 % em comparação com 2014 (181,3 euros por pessoa).
O documento do Eurostat refere que estas estatísticas sobre dotações orçamentais públicas para I&D na União Europeia fornecem "dados que medem o apoio governamental", e a "prioridade que os governos dão às diferentes atividades públicas de financiamento " nesta área. Os valores abrangem não só a I&D financiada pelo Estado realizada em estabelecimentos públicos, mas também a I&D financiada pelo Estado nas empresas, ensino superior e no setor privado sem fins lucrativos. Refere-se ainda que os dados são compilados pelas autoridades nacionais, com base em dados recolhidos a partir dos orçamentos públicos. Destaca-se ainda que estas atividades de I&D "são fundamentais para muitas políticas a nível europeu e nacional, que visam aumentar a competitividade das economias da UE e o bem-estar dos seus cidadãos", além de serem "temas transversais relevantes para as prioridades políticas da CE".
Destaque para o facto de que mais de um terço do orçamento em I&D se destinou às universidades, sendo alocado 35,7% para as suas atividades. Foram adicionados 16,6% a outras fontes de conhecimento geral fora dos fundos gerais das universidades, 9,4% para produção industrial e tecnologia, 7% para a saúde e 6,1% para assuntos relacionados com a exploração do espaço.
Para reforçar áreas consideradas críticas para o futuro da Europa