Wi-Fi ganha peso estratégico nas empresas com a IA

2026-04-08

O investimento em redes wireless está a consolidar-se como um dos principais motores de transformação digital nas organizações, impulsionado pela adoção crescente da inteligência artificial, Internet of Things (IoT) e novos modelos de trabalho híbrido. A conclusão é do relatório "State of Wireless", da Cisco, que analisa o impacto do wireless no desempenho empresarial com base num inquérito a mais de seis mil profissionais.

Segundo o estudo, as organizações que encaram o wireless como um ativo estratégico registam benefícios transversais ao negócio. Cerca de 78% reportam ganhos de eficiência operacional, enquanto 75% identificam melhorias na produtividade dos colaboradores e no envolvimento dos clientes. Já 68% apontam para impacto direto nas receitas, evidenciando o papel das redes wireless como infraestrutura crítica para suportar operações digitais.

Este reforço do papel do wireless ocorre num contexto de crescente exigência tecnológica. A generalização de aplicações baseadas em IA, o aumento do número de dispositivos ligados e a utilização intensiva de serviços digitais - como streaming de alta-definição ou realidade aumentada - estão a pressionar as redes existentes. Em paralelo, a disseminação do trabalho remoto e dos modelos BYOD (bring your own device) contribui para uma maior complexidade na gestão das infraestruturas.

Face a estas tendências, o investimento em redes wireless tem vindo a aumentar de forma consistente. O relatório indica que 80% das organizações reforçaram os seus orçamentos nesta área nos últimos cinco anos e 82% planeiam continuar a investir no curto prazo. A adoção de novas gerações tecnológicas, como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, está a acelerar, refletindo a necessidade de maior capacidade, menor latência e melhor gestão de dispositivos.

No entanto, este crescimento traz desafios adicionais. O relatório identifica um aumento significativo da complexidade operacional, com 98% das organizações a reportarem redes mais difíceis de gerir. A integração de múltiplos dispositivos, aplicações e arquiteturas, aliada à introdução de IA, contribui para um ambiente mais exigente do ponto de vista técnico.

A segurança emerge como um dos principais pontos críticos. Mais de metade das organizações inquiridas indica já ter sofrido perdas financeiras associadas a incidentes de segurança em redes wireless, frequentemente ligados a dispositivos IoT vulneráveis ou a sistemas comprometidos. Este cenário é agravado pela escassez de talento especializado, com cerca de 90% das empresas a reportarem dificuldades na contratação de profissionais qualificados, o que pode traduzir-se em custos de incidentes até 70% superiores.

Perante este enquadramento, a Cisco defende uma abordagem integrada à gestão das redes wireless, assente na combinação de automação baseada em IA, reforço das políticas de segurança e investimento em competências. Segundo o relatório, as organizações que adotam este modelo têm uma probabilidade significativamente maior de obter retornos elevados do investimento.

O estudo conclui que, na era da IA, o wireless deixou de ser apenas uma camada de suporte para se afirmar como uma infraestrutura estratégica, essencial para ligar pessoas, dispositivos e sistemas inteligentes em tempo real, e para sustentar a evolução dos modelos operacionais das empresas.
 


Em operação que seria histórica no setor, criando um mega-operador


Amazon, Microsoft, Alphabet, Meta e Oracle


Segundo o Brand Phishing Ranking da Check Point Research


Com disponibilização de 63,2 milhões de euros


Avançando com a sua estratégia de crescimento por aquisições


Apesar de ter superado receitas e lucros no 1º trimestre


Mas custos com chips pressionam lucros


Em operação de cerca de 20 mil milhões