23% das empresas com mais de 10 trabalhadores usam a IoT

2022-01-20 Cerca de 23% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores utilizaram em 2021 a Internet das Coisas (IoT), apostando assim nos dispositivos ou sistemas interconectados que podem ser monitorizados ou controlados remotamente através da internet. Registou-se assim um aumento de 10 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior, apesar do país continuar 6 p.p. abaixo da média dos 27 países da União Europeia (UE27), ocupando o 16.º lugar.
Os números foram avançados pela Anacom, que destaca que a utilização destes dispositivos tende a ser maior à medida que aumenta a dimensão empresarial, encontrando-se acima da média no caso das médias empresas (35%) e das grandes empresas (46%).
Por setor de atividade, a utilização de dispositivos interconectados monitorizados ou controlados remotamente pela internet foi maior em "eletricidade e água" (41%), "alojamento e restauração" (30%) e "comércio por grosso e a retalho" (28%), que superaram assim a média nacional. As empresas utilizaram equipamentos de IoT sobretudo para segurança das instalações (86%), gestão do consumo de energia (32%), gestão logística (21%), processos de produção (19%), monitorização das necessidades de manutenção (18%) e serviço ao cliente (13%).
Em 2020, cerca de 30,1% dos utilizadores individuais de internet dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à internet, valor superior à média da UE27, e 19% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à internet. Noutra perspetiva, 23,6% do total de indivíduos dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à Internet, valor superior à média da UE27, e 14,8% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à internet.
Entre os equipamentos de uso pessoal analisados, destacam-se os relógios inteligentes, pulseiras de fitness, óculos ou auscultadores, equipamentos de localização por GPS, roupas, sapatos ou acessórios (23,8% dos utilizadores); automóveis equipados pelo fabricante com conexão à internet sem fios (8,6%); e os equipamentos conectados com a internet para cuidados médicos e de saúde (7,2%).
Entre os equipamentos domésticos analisados, salientam-se os assistentes virtuais (9,7%), as soluções de segurança (6,6%), os eletrodomésticos (5,6%) e os equipamentos que permitem gerir a energia da casa (5,1%). Estes equipamentos domésticos e de uso pessoal foram mais utilizados pelos indivíduos com maiores níveis de escolaridade e com menos de 45 anos.

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