32% dos empregadores nacionais vão contratar no 2º trimestre

2023-03-16


Cerca de metade dos empregadores nacionais espera manter o atual número de colaboradores durante o próximo trimestre, enquanto 32% pretende recrutar e 16% estima reduzir equipas. Estes valores permitem uma criação líquida de emprego de 16% para o segundo trimestre de 2023, valor ajustado sazonalmente e que reflete uma subida de quatro pontos percentuais face aos primeiros três meses do ano. As contas são do "ManpowerGroup Employment Outlook Survey", que diz que este valor posiciona Portugal abaixo da média global e da região da EMEA.
"O ano arrancou com uma previsão económica menos otimista, impulsionada pela subida acentuada da inflação e o aumento das taxas de juro que provocaram, entre outros aspetos, a redução do poder de compra e da capacidade de investimento das empresas. Apesar desta perspetiva desfavorável, os primeiros meses do ano permitiram à economia, nomeadamente a nacional, manter-se mais estável do que o esperado: a crise energética na Europa não se concretizou com a intensidade prevista e a inflação, apesar de elevada, parece tender a estabilizar. Esta conjuntura traz agora alguma esperança aos empregadores, que entram no segundo trimestre de 2023 com um maior otimismo nas intenções de contratação", refere em comunicado Rui Teixeira, country manager do ManpowerGroup Portugal.
Esta projeção positiva para a criação de emprego prevista pelo ManpowerGroup (16%) mostra uma subida face ao trimestre anterior, mas representa uma descida de 13 pontos percentuais, quando comparada com o período homólogo, quando o país começava a sair do contexto da crise pandémica. Sendo que os valores posicionam Portugal abaixo da média global e da região da EMEA (Europa, Médio Oriente e África), com apenas oito países deste território a terem perspetivas de contratação mais pessimistas, entre os quais, Espanha, Grécia e Hungria.
Entre os setores que apresentam as previsões de contratação mais otimistas estão os serviços de comunicação (35%), tecnologias da informação (32%) e energia & utilities (29%). As perspetivas no setor dos serviços de comunicação, que incluem telecomunicações e media, traduzem-se numa subida de 17 pontos percentuais face ao trimestre anterior.
Todas as regiões de Portugal apresentam previsões favoráveis quanto à evolução das contratações. Contudo, é o Grande Porto que volta a apresentar a projeção para a criação líquida de emprego mais sólida, com um valor de 29%, o que equivale a uma subida de seis pontos percentuais face ao primeiro trimestre do presente ano e uma descida no mesmo valor em relação ao período homólogo de 2022. Apenas a região centro evolui negativamente face aos primeiros meses do ano. Com a projeção mais modesta (4%), revela uma descida tanto face aos meses anteriores como ao mesmo trimestre do ano passado, com um abrandamento em 17 e 32 pontos percentuais, respetivamente. 
No entanto, quando comparadas com o período homólogo de 2022, há um abrandamento nas perspetivas de todas as regiões.
Em termos de dimensão das empresas, as quatro categorias preveem aumentar as suas equipas no 2º trimestre do ano, assumindo uma evolução positiva face aos primeiros meses do ano. O destaque vai, contudo, para as microempresas, que avançam com a perspetiva mais dinâmica, com uma projeção de 25%, o que se traduz numa evolução de 11 pontos percentuais, tanto comparativamente com o último trimestre como com o mesmo período do ano passado.
O estudo trimestral do ManpowerGroup entrevistou mais de 38 mil empregadores, em 41 países e territórios. 


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