AMÁLIA: já há uma versão beta do ‘ChatGPT à portuguesa’

2025-04-09

A versão beta do ‘ChatGPT à portuguesa', o AMÉLIA, já está concluída. Em setembro, espera-se o lançamento de uma versão melhorada desde modelo de LLM de inteligência artificial (IA). A informação, avançada pela LUSA, foi dada pelo investigador João Magalhães, envolvido no projeto do modelo de IA. Para já, esta versão, disponível apenas para os investigadores dos centros de investigação que fazem parte do consórcio, recebe informações em português para realizar tarefas genéricas, como sumarização e criação de ideias, e o texto é gerado em português europeu.
O investigador participou numa sessão sobre Inovação e Digitalização em Portugal, no Museu das Comunicações, em Lisboa, onde esteve presente o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Onde salientou que "ainda é uma versão beta, ainda tem alguns pontos a melhorar. Estamos a falar de desenvolvimento e de inovação, e inovação é um processo de melhoria permanente".

De acordo com a calendarização apresentada, até ao final do terceiro trimestre de 2025 deverá ser concluída uma versão base, capaz de gerar respostas fiáveis sobre a língua, cultura e história de Portugal. Esta versão melhorada será também capaz de responder a questões "com total segurança e sem risco para o utilizador".

Já a versão final só deverá estar disponível no segundo trimestre de 2026, quando o modelo conseguir interpretar diversos formatos de dados. Sendo que o objetivo é que seja diferenciadora na interpretação e geração de texto de língua portuguesa e no conhecimento da história, cultura, ciência e literatura portuguesas.

Para já, de acordo com João Magalhães, os investigadores precisam de feedback "de linguistas, do utilizador comum, e mesmo a contribuição de dados de várias entidades", no sentido de melhorar o modelo.

Recorde-se que o AMÁLIA, uma iniciativa do Governo, através da ministra da Juventude e Modernização e pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, tem um investimento de 5,5 milhões de euros financiados pelo PRR. O treino e desenvolvimento está a ser realizado por cinco instituições de ensino superior públicas, como a quais a FCT celebrou um contrato: Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto e Universidade do Minho. O projeto é concretizado em articulação com centros de investigação nacionais, como o NOVA LINCS, o IT, o INESC-ID, o INESC-TEC, o CISUC e o ALGORITMI, envolvendo adicionalmente investigadores da Universidade da Beira Interior e da Universidade de Évora.


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