ANACOM alerta para situação complexa na reposição das comunicações

2026-02-04

A ANACOM reiterou que a recuperação dos serviços de comunicações, depois dos danos causados pela depressão Kristin, continua "muito complexa". O maior desafio deixou de ser o restabelecimento da energia, passando agora a ser a "reconstrução de infraestruturas severamente danificadas". Os operadores garantem que estão a fazer todos os possíveis para reestabelecer as ligações. 
Em declarações à RTP, a presidente do regulador, Sandra Maximiano, diz  que apesar da intensa mobilização de técnicos e operadores, as condições atmosféricas adversas provocaram danos físicos significativos na rede de telecomunicações - incluindo quedas de postes, torres e árvores sobre cabos de fibra ótica - o que torna a normalização dos serviços mais lenta e exigente do que numa simples falha energética.
"Mesmo após o restabelecimento do fornecimento de energia, ainda há muitas avarias subjacentes que têm de ser identificadas e resolvidas", explicou, sublinhando que a destruição da infraestrutura exige avaliações técnicas detalhadas e reparações complexas, prolongando o tempo necessário para a reposição total dos serviços.
No site da ANACOM, refere-se que o regulador "mantém contacto contínuo com os operadores de telecomunicações e com as autoridades de proteção civil, acompanhando as operações de recuperação no terreno e promovendo a coordenação entre empresas de telecomunicações e entidades públicas para acelerar a reposição dos serviços essenciais".
A MEO diz que tem mais de 1,500 técnicos no terreno a resolver todas as várias ocorrências, tendo ativado o seu palno de atuação, de forma a mitigar impactos. Os seus técnicos e equipas estão a trabalhar "de forma incansável para repor as comunicações e garantir a segurança das operações", em articulação com a Proteção Civil e as autoridades, para garantir uma resposta rápida e contínua. 
Diz ainda que a "evolução tem sido positiva, com um aumento expressivo de serviços repostos". E que as situações mais críticas continuam a verificar-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, "onde ainda não é possível avançar com uma previsão de reposição, uma vez que esta depende das condições do terreno, da meteorologia e da reposição de energia elétrica. Apesar das dificuldades registadas, todas as sedes de concelho referidas mantêm cobertura móvel no centro da cidade, permitindo o acesso a serviços fundamentais". 
Assim, "tem vindo a mobilizar meios alternativos de emergência, como geradores, unidades transportáveis de rede móvel nos pontos mais críticos, feixes hertezianos e a VOIR - Viatura de Operações de Intervenção Rápida, que se encontra neste momento no concelho de Ourém". Entretanto, para todos os seus clientes residentes nos concelhos afetados, anunciou a oferta de acesso a todos os canais de TV do MEO, através do serviço MEO Go fora de casa durante 30 dias. E a disponibilização de dados ilimitados durante 30 dias. 
Na sua página no Linkedin, o CEO da NOS, Miguel Almeida, diz que "em todos estes anos, nunca tinha testemunhado um fenómeno natural com esta intensidade e nível de destruição. Perante este cenário, as nossas equipas estão no terreno desde o primeiro minuto, a trabalhar sem parar para manter e restabelecer as comunicações, em condições extremamente difíceis". Sabendo "o impacto que esta situação está a ter no dia a dia de tantas pessoas", assegura que "continuaremos totalmente empenhados em apoiar as operações de emergência e em repor os serviços o mais rapidamente possível".
Também a Vodafone reagiu à falta de telecomunicações nas zonas afetadas. "Face aos estragos da depressão Kristin, a Fundação Vodafone ativou pela primeira vez em Portugal a equipa INER, com voluntários preparados para agir nas primeiras horas de uma emergência. Em coordenação com a Proteção Civil, estão em locais críticos da região centro, onde já instalaram quase uma dezena de sistemas de comunicações via satélite que permitem o acesso a wi-fi nas zonas mais afetadas", refere o operador.
Na 4ª feira, garantindo continuar "empenhada na total recuperação dos seus serviços interrompidos pela depressão Kristin" e que "todas as equipas técnicas e de parceiros estão envolvidas nessa reposição, pese embora as dificuldades no terreno", referia que os esforços já deram resultados. Nomeadamente através de soluções de emergência para cobertura de locais estratégico, "já foi possível reativar a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade. Prossegue-se também no restabelecimento do serviço fixo nas zonas afetadas, muito dependente, por exemplo, da reparação de cortes de fibra. A Vodafone renova a garantia do seu empenho na rápida reposição dos seus serviços".

 


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