Menos receitas, aumento dos prejuízos e da dívida, mais custos operacionais. O primeiro semestre foi, ficou marcado, no grupo Impresa, pela implementação do novo ciclo estratégico. O grupo diz que os objetivos do plano de redução de custos foram superados e que a aposta na diversificação das fontes de receitas gerou um crescimento dos
proveitos nas áreas da distribuição, assinaturas digitais e venda de conteúdos.
No total, a Impresa registou receitas totais de 85,5 milhões de euros, com um recuo homólogo de 0,8%. Já os custos operacionais, sem considerar amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade em ativos não correntes, aumentaram 1,1%, impactados pelos custos de reestruturação, no âmbito do projeto estratégico de redução de custos. O resultado líquido consolidado foi negativo em 5,5 milhões de euros, com um agravamento homólogo de 27,7%. Quando ajustado de custos de
reestruturação, foi negativo em 3,9 milhões sendo o recuo de 1,9%. No final de junho de 2025, a dívida remunerada líquida do grupo de media ficou nos 148,2 milhões de euros, traduzindo um aumento de 3,8% a igual período do ano passado.
No comunicado à CMVM, o grupo destaca o aumento dos proveitos provenientes da venda de conteúdos, da distribuição de canais e das assinaturas digitais compensou parcialmente a diminuição das receitas publicitárias e com IVRs.
Explica-se ainda que "as principais iniciativas em curso na execução operacional do plano definido visam, sobretudo, a redefinição da base de custos, a maior rentabilidade da oferta das marcas e a contínua expansão para o digital, além da diversificação das fontes de receita. Simultaneamente, o grupo prossegue a contínua adaptação da sua estrutura financeira ao desenvolvimento estratégico a que se propõe". Assim, depois de se serem totalmente cumpridas as metas de redução de custos definidas para o 1º semestre, pretende-se até final do ano ultrapassar os valores previstos.
Relativamente aos proveitos, foram impactados por uma maior instabilidade no mercado publicitário, sendo que "a introdução de novos modelos que maximizam o impacto publicitário, como os intervalos de curta duração na programação da SIC, visa aumentar a eficiência e a atratividade da oferta para os anunciantes".
O grupo avança que se vai manter o foco na diversificação de fontes de receita, destacando "as áreas de venda de conteúdos, de subscrição de canais e de assinaturas digitais, que tiveram um forte crescimento nos primeiros seis meses do ano. No segundo semestre, prevê-se também um incremento das receitas de bilhética, através da organização de eventos prestigiados, como a segunda edição do Tribeca Festival Lisboa".
Salienta-se ainda que "o desempenho das várias marcas do Grupo, que ocuparam o primeiro lugar no que respeita à circulação média por edição (Expresso), ao número de downloads (podcasts) e às audiências digitais. O semestre ficou ainda marcado pela reconquista da liderança das audiências, não apenas pela SIC generalista, que foi o canal mais visto, em dados consolidados, mas também pela totalidade do universo de canais SIC, incluindo a preferência do público do target mais relevante em termos comerciais".
E, tendo em conta o nível de endividamento e "contínua adequação da estrutura de financiamento da Impresa aos objetivos e desafios a que se propõe", refere-se que "os ajustes aos ciclos de tesouraria e o aperfeiçoamento da estrutura de financiamento, de médio e longo prazo, continuarão a assumir particular destaque". Continuando a Impresa "empenhada em avaliar alternativas para o seu nível de endividamento, incluindo a operação de venda e subsequente arrendamento das suas instalações em Paço de Arcos".
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