CNA alerta: fase mais exigente do PRR está agora a começar

2026-01-13

A oito meses do final do timing para fechar a execução do PRR, o presidente da A Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (CNA | PRR) alerta que o país está "a entrar na fase mais exigente". E diz que "há investimentos com risco acrescido, sobretudo os que dependem de infraestruturas físicas - habitação, escolas, centros de saúde, respostas sociais - onde o calendário de obra, a contratação e a capacidade do setor (incluindo escassez de mão-de-obra) podem pressionar a execução até ao limite.

Num post na sua página do Linkedin, o gestor elenca os passos que considera serem críticos nesta fase: acelerar a análise e pagamento de pedidos de reembolso; repor o IVA não dedutível, garantindo liquidez aos beneficiários finais; celeridade na análise de candidaturas e formalização de contratos; recursos humanos adequados para a gestão dos investimentos; plataformas informáticas a funcionar; e mais articulação e rapidez entre entidades públicas em pareceres e licenças.

Destaca ainda os resultados já alcançados, deixando claro que "2025 foi um ano de aceleração da execução em vários países europeus e Portugal acompanhou esse movimento, posicionando-se acima da média na execução de metas e marcos e recebimento de verbas".

E a aceleração do ano passado teve resultados concretos. Nomeadamente nos outputs já visíveis no terreno, como os "produtos inovadores das agendas mobilizadoras já a chegar aos mercados internacionais: de carros elétricos a componentes automóveis, passando por sistemas de gestão de satélites". Mas também nas "camas em residências estudantis e equipamentos para o SNS (incluindo robots cirúrgicos)". Registou-se ainda um crescimento da contratação de obras públicas, que alcançou um máximo em 2025. Assim como o facto de as autarquias terem com orçamentos historicamente elevados, alavancados por obras de habitação, saúde e educação financiadas pelo PRR.

"A estratégia, por isso, tem de ser objetiva: concluir investimentos em curso, remover obstáculos, e começar a medir impacto. Porque o PRR não será avaliado apenas pelo que foi contratado ou pago, mas pelo que estiver no terreno, a funcionar, e pelo que fizer o país estruturalmente melhor em 2027", avança, destacando neste post os dados-chave de uma entrevista que deu ao jornal SOL.

E termina garantindo que a "CNA | PRR continua disponível para dialogar com beneficiários, parceiros e sociedade civil. A monitorização não pode ser um exercício teórico: tem de produzir consequências práticas e apoiar decisões em tempo útil".


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