Pelo segundo trimestre consecutivo, as reclamações das comunicações eletrónicas voltaram a subir. Entre abril e junho, o aumento foi de 12% em termos homólogos, o que é atribuído de novo à entrada da DIGI no mercado nacional. No setor como um todo, incluindo o postal, o aumento ficou nos 7%. Os dados são da ANACOM.
No total, as reclamações no setor das comunicações ficaram nos 25,9 mil, sendo que as queixas sobre comunicações eletrónicas alcançaram as 17,1 mil reclamações. A DIGI contabilizou 1,3 mil reclamações no trimestre, ou seja, 8% do total e o equivalente a 7,2 reclamações por mil clientes.
Entre os prestadores de telecomunicações, foi a Vodafone que registou mais queixas (cerca de 4,8 mil reclamações), seguida pela NOS e pela MEO (4,6 mil reclamações). O regulador desagrega ainda os dados da Nowo (entretanto comprada pela DIGI), que registou um aumento acentuado das reclamações (+131%) face a igual período de 2024, com cerca de 800 queixas apresentadas.
Os motivos mais reclamados foram "a demora ou reparação deficiente de falhas nos serviços". O regulador destaca que uma parte das mais 1,8 mil reclamações neste período sobre este motivo estarão relacionadas com o "apagão elétrico" que ocorreu no final de abril de 2025. As falhas nos serviços fixos, televisão e telefone, a demora na ligação inicial de serviços fixos e a faturação de valores relativos a serviços considerados como não prestados pelos consumidores foram outros motivos.
Por outro lado, as reclamações sobre serviços postais diminuíram face ao período homólogo (-3%). Registaram-se 8,8 mil reclamações (34% do total de reclamações), sendo que a falta de tentativa de entrega no domicílio "continua a dominar as reclamações". Os CTT registaram 7,4 mil reclamações (82% do total do setor), enquanto a DPD representou 7% das reclamações registadas neste período (cerca de 600 reclamações).
Pacotes com quatro e cinco serviços reforçam liderança nas comunicações