Custos e ciberataque afetam resultados da Impresa

2022-07-28 O ataque informático de que foi alvo, a par do aumento do preço do papel e da subida de custos, com a com cobertura jornalística da guerra, impactaram negativamente os resultados da Impresa. O grupo voltou de novo ao vermelho no 1º semestre, com perdas de 2,2 milhões de euros, face aos lucros de 3,3 milhões obtidos um ano antes. Entretanto, anunciou a entrada de António Horta Osório para a administração.
"O primeiro semestre de 2022 ficou marcado por eventos com um forte impacto negativo direto nos nossos resultados, como a guerra na Ucrânia e o aumento de custos com produção e energia. Além disso, a atividade da Impresa foi condicionada por um violento e criminoso ataque informático, um teste à resiliência e à capacidade de resposta de todos os trabalhadores do grupo que foi superado com distinção", avança o CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, no comunicado dos resultados.
As receitas totais foram 88,2 milhões de euros, menos 4,2% em termos homólogos. Sendo que por áreas de negócio, a televisão recuou 3,7%, para cerca de 77 milhões. Já no segmento de publishing, onde se inclui o semanário Expresso, as receitas recuaram 5,5%, para 10,6 milhões de euros.
Na tv, apesar do bom desempenho das audiências, "os custos operacionais aumentaram 2,7%, sendo este desvio justificado, na sua maioria, pelos custos com a cobertura da guerra na Ucrânia e pelo ataque informático de que o grupo Impresa foi alvo", diz o comunicado. Já no publishing, além do ataque informático, os custos aumentaram 5%, com a empresa a justificar a subida das despesas também com o aumento do preço do papel utilizado na impressão do jornal.
O EBITDA da Impresa recuou no semestre 61,7%, para cerca de 4,2 milhões de euros. Já os custos operacionais subiram 3,6%, para 84 milhões de euros. Apesar dos resultados negativos, a dívida remunerada líquida diminuiu 14,2 milhões de euros face a 31 de dezembro de 2021, para 140,2 milhões.
Segundo o CEO do grupo, "para o segundo semestre de 2022, a Impresa estará focada em aumentar a sua faturação e na eficiência operacional, com vista a melhorar o EBITDA e os resultados líquidos, em linha com o compromisso e percurso dos últimos anos. Mantém-se também o objetivo da redução da dívida líquida".
Foi ainda anunciada a aprovação pela administração de um novo Plano Estratégico até final de 2025. Pretende-se mais crescimento e diversificação das receitas, com o reforço das atividades atualmente realizadas e o desenvolvimento de novos projetos inovadores, em antecipação das tendências e oportunidades que marcam a indústria dos media. Para a administração e após a renúncia de um dos membros, vai entrar António Horta Osório.
Nos planos da Impresa está ainda uma alteração de estatutos, a aprovar em assembleia-geral extraordinária, para "permitir a designação de dois vice-presidentes do Conselho de Administração, sendo intenção (...) que seja designado António Horta Osório como vice-presidente, a par de Francisco Maria Balsemão, que já exerce essas funções".

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