A depressão Kristin causou perturbações significativas nos serviços de comunicações fixas e móveis em várias zonas do país, com maior impacto no Centro, em especial nos distritos de Leiria e Santarém. As falhas resultam sobretudo de danos em infraestruturas e cortes prolongados de energia, dificultando a reposição total dos serviços.
A Vodafone diz no seu site que ativou de imediato os seus mecanismos de continuidade de operação, com equipas técnicas no terreno, instalação de geradores e estações base móveis, reconhecendo que a recuperação é mais exigente na zona centro devido às dificuldades de acesso e à falta de eletricidade. O operador refere progressos localizados, mas admite que a normalização total depende da reposição do fornecimento energético.
Também a NOS reporta no seu site indisponibilidades temporárias de televisão, internet fixa e móvel e telefonia, mantendo equipas a monitorizar cada ocorrência e a trabalhar na reposição assim que as condições o permitam, nomeadamente o acesso às vias e a energia. Leiria, Santarém e Coimbra estão entre as áreas mais afetadas.
Segundo informações avançadas ao ECO, a MEO mobilizou mais de 1.500 técnicos, em articulação com a Proteção Civil e autoridades locais, enfrentando constrangimentos causados pela destruição de infraestruturas e pelos cortes elétricos - incluindo impactos na rede de muito alta tensão.
Os operadoras não indicam ainda um prazo para a reposição total, sublinhando que a recuperação está condicionada pela segurança dos acessos e pelo restabelecimento da energia. Entretanto, continuam a ser acionadas medidas excecionais para garantir cobertura mínima em locais críticos e acelerar o regresso à normalidade.