Governo apresenta app Stayaway Covid e apela ao ‘dever cívico’ de todos para a utilizar

2020-09-01 Está lançada oficialmente a aplicação Stayaway Covid, destinada a detetar potenciais exposições a pessoas infetadas com Covid-19.  A app arrancou no passado fim de semana e foi hoje apresentada pelo Governo, onde o Primeiro-Ministro, António Costa, apelou ao "dever cívico" de todos para a sua utilização, ainda que o seu uso seja de natureza voluntária.

Na apresentação oficial, que decorreu hoje no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o governante defendeu que que "um dos elementos mais perigosos na transmissão da Covid-19 é que a generalidade das pessoas infetadas - pelo menos até agora - muitas vezes, por não terem sintoma e não darem por isso, pelo que é fundamental que todos possamos alertar os outros". Por isso, garantiu que caso algum dia esteja infetado, fará imediatamente essa comunicação na aplicação, para alertar todos os que estiveram com ele nos 14 dias anteriores, e agradece que todos façam o mesmo, caso estejam infetados.

 António Costa destacou ainda a segurança da aplicação, uma vez que a comunicação do utilizador em caso de infeção só poderá ser feita mediante um código disponibilizado pelos médicos, prevenindo assim os falsos alertas.

Tendo como objetivo ajudar a conter a expansão da pandemia, a app tem um funcionamento simples: cada utilizador que tenha testado positivo poderá inserir o código do teste na app. Depois da validação da Direção-Geral da Saúde, a aplicação irá alertar outros utilizadores que tenham estado próximos do utilizador infetado - durante 15 minutos ou mais - sempre sem revelar a sua identidade, os seus contactos ou os de outros utilizadores.

Recorde-se que o Governo atribuiu a 23 de julho à DGS a responsabilidade pelo tratamento dos dados gerados pela aplicação portuguesa de rastreio digital, que têm um tempo de vida máximo de 14 dias (período de incubação do vírus), sendo os dados online eliminados quando o sistema for fechado, ficando guardados num servidor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. A solução cumpre também todos os requisitos, recomendações e orientações da Comissão Nacional de Proteção de Dados. Só são partilhados os códigos das pessoas infetadas, que não permitem identificá-las, que queiram avisar aquelas com quem estiveram em contacto.

A app foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, que a ofereceu à área de Governo da Saúde sem qualquer custo. Em breve, será integrável com as de outros países europeus que funcionem segundo o mesmo modelo no quadro do grupo técnico eHealth Network e pode ser descarregada a partir da App Store e da Google Play.

Numa altura em que as escolas se preparam para abrir e o movimento de pessoas vai aumentar, e quando está a chegar o outono e o inverno, o Primeiro-Ministro relembrou que a quebra das cadeias de transmissão depende de cada um, reforçando a mensagem de que todos os portugueses são agentes de saúde pública. E considerou mesmo que se trata da "única forma de garantir que não vamos voltar ao que passámos em março e abril", nem prejudicar os jovens que retomam agora o ensino presencial ou as pessoas que retomam a sua atividade profissional.







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