Governo lança debate para definir prioridades estratégicas da AI²

2026-02-25

O Governo português lançou um grande debate nacional para definir as prioridades nacionais estratégicas de investigação e inovação, no âmbito da criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²). Nesse sentido, fez uma apresentação pública da metodologia, que decorreu no Técnico Innovation Center, o que considerou um momento estratégico para o futuro da ciência, tecnologia e inovação em Portugal.

No encontro, foi destacada a importância de um modelo de atuação assente na colaboração entre todos os intervenientes ao longo de todo o ciclo - da investigação fundamental à aplicação no mercado - reforçando a necessidade de transformar conhecimento em impacto económico e social. A metodologia apresentada resulta de um processo amplamente participado, que integrou contributos do ecossistema científico e tecnológico, das empresas, da administração pública e da sociedade civil, garantindo uma visão robusta e representativa das prioridades nacionais.

O encontro reuniu decisores políticos, representantes do sistema científico e tecnológico, do setor empresarial e da administração pública, num debate centrado na definição das prioridades nacionais de investigação e inovação que irão orientar o próximo ciclo de desenvolvimento do país.

Na abertura, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sublinhou que "Portugal e a Europa precisam de mais e melhor Ciência, com mais impacto social e económico", destacando que o investimento em educação, investigação e inovação é essencial para responder a desafios climáticos, tecnológicos, energéticos, demográficos e de segurança - e que a criação da AI² consagra "um novo paradigma", com financiamento plurianual e maior previsibilidade.

A nova agência, que resultará da transformação e fusão da Agência Nacional de Inovação (ANI) com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tem como objetivo reforçar o planeamento estratégico de médio e longo prazo, assegurar estabilidade ao ecossistema científico e alinhar as políticas nacionais com as prioridades europeias de investigação e inovação.

O processo de definição das prioridades envolverá a totalidade do ecossistema de I&I - universidades, politécnicos, centros de investigação, empresas, órgãos consultivos e sociedade civil, através de um debate aberto que incluirá iniciativas em todas as regiões do país e nas Regiões Autónomas. Nesse sentido, foi lançado um website dedicado ao diálogo sobre estas prioridades.

A avaliação estratégica, coordenada pelo Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP), será apresentada ao Governo em outubro e servirá de base para a definição do orçamento da AI² para 2027-2031, que será financiado por receitas fiscais e orientará a distribuição de recursos públicos para I&I.

Durante a sessão, Fernando Alexandre reafirmou o compromisso de Portugal alcançar 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimento público e privado em Investigação e Desenvolvimento (I&D) até 2030, sublinhando que tal exigirá uma estratégia clara, critérios rigorosos de aplicação de recursos e uma coordenação mais estreita entre os fundos nacionais e europeus.

No encerramento, o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, enfatizou que "quando a academia, o sistema científico, o setor empresarial e os decisores públicos se reúnem à mesma mesa, o país ganha maior capacidade de concretizar ambições de crescimento económico e bem-estar para os cidadãos". Para Castro Almeida, a AI² permitirá um financiamento mais estratégico e articulado ao longo de todo o ciclo de investigação e inovação, com impacto direto na criação de riqueza, competitividade e melhoria de salários em Portugal.

Fernando Alexandre destacou que a criação da AI² representa "uma reforma estrutural do sistema científico e tecnológico, com reforço da avaliação independente, da transparência e da prestação de contas", visando garantir "mais e melhor ciência, com mais impacto" no desenvolvimento económico e social de Portugal.

A iniciativa enquadra-se num momento em que a Europa e outras regiões globais intensificam a sua aposta em ciência, tecnologia e inovação como pilares estratégicos de competitividade, sustentabilidade e resiliência - e posiciona Portugal para uma participação mais integrada e proactiva no Espaço Europeu de Investigação e Inovação.

 

 


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