IDC prevê mais investimento na transformação digital e cibersegurança

2022-02-24 Os investimentos diretos na transformação digital vão acelerar para um crescimento anual médio de 16,5%, entre 2022 e 2025, representando metade de todo o investimento realizado no mercado nacional em TIC nesse timing. As previsões são do FutureScape 2022, da IDC, que aponta ainda que os gastos em cibersegurança deverão ultrapassar os 200 milhões de euros este ano, apenas em tecnologia.
Nas previsões da IDC destacam-se também que até 2024, 33% das PME deverão sofrer fortes disrupções todos os trimestres, e que até 2025, cerca de 90% das organizações europeias terão falta de recursos de TIC. A despesa com serviços públicos de cloud computing já representa mais de 20% da despesa empresarial em TI e antecipa-se que o mercado de TIC crescerá 5% ao ano, entre 2021 e 2025. Os 7 Unicórnios com DNA português já valem mais do que um terço do PIB português
"Em 2021 vimos surgir um novo paradigma social e económico. Para além de mais de 50% do PIB já ser influenciado pelo digital, pela primeira vez na história verificamos uma correlação inversa entre as TI e a economia. Ou seja, mesmo com uma das maiores quebras da história no PIB, o mercado de TI continuou a crescer! Em 2020, apesar da quebra de quase 5% do PIB, o mercado de TI cresceu quase 3%, a nível mundial. Em Portugal, onde a quebra do PIB foi maior, quase 10%, o mercado de TI cresceu quase 2%", refere em comunicado Gabriel Coimbra, Group Vice President da IDC e diretor-geral da IDC em Portugal.
Assim, no estudo "Startup & Entrepreneurial Ecosystem Report, Portugal 2021", a IDC quantificou mais de 2 mil startups em Portugal - mais 13% que a média europeia. Além dos quatro novos unicórnios que surgiram em 2021, o investimento em startups e scaleups com DNA português cresceu mais de 100%, ultrapassando os mil milhões de euros em 2021.
Os estudos da IDC mostram que até 2024, cerca de 33% das PME deverão sofrer fortes disrupções todos os trimestres, o que irá causar interrupções nos negócios de pelo menos uma semana por trimestre. Atualmente, cerca de 25% das organizações relatam semanalmente ataques aos seus sistemas. Os ataques de ransomware aumentaram mais de cinco vezes desde 2018.
Assim, e até 2024, a IDC prevê que 60% das principais empresas europeias aumentarão em 20% os seus gastos anuais em resiliência cibernética, para protegerem os seus ativos digitais contra os ciberataques. Este aumento gerará um investimento adicional de 5,9 mil milhões de euros em segurança em 2024. Em Portugal, deverão alcançar os 200 milhões este ano, apenas em tecnologia.

Mas se o investimento em TI está a aumentar, há uma crescente falta de recursos tecnológicos, antecipando-se que seja um dos maiores problemas dos próximos anos. Tendo em conta apenas as profissões TIC existentes, a IDC prevê que até 2025, 90% das organizações europeias terão falta de recursos de TIC. Ou seja, mais de 1,15 milhões de profissionais na Europa Ocidental, sendo que esta falta de recursos irá custar cerca de 250 milhões de euros por ano às empresas.
Os dados da IDC mostram que o mercado de TIC crescerá 5% ao ano, entre 2021 e 2025, mas apontam para um crescimento de dois dígitos ao nível da 3ª plataforma (Cloud, Mobile, Big Data e Social) e aceleradores de inovação (IoT, AR/VR, Robótica, AI). Em 2023, 60% das organizações europeias priorizarão investimentos digitais para metas relacionadas com a sustentabilidade, o que irá gerar mais de 50 mil milhões de investimento.

Relativamente à cloud, cuja procura de soluções ultrapassou os 300 milhões de euros o ano passado, com um crescimento ce 24,2%, face ao período homólogo, a IDC explica que a pandemia veio alterar profundamente a realidade de negócio das organizações nacionais. A generalidade das organizações viu-se confrontada com a necessidade de colocar a totalidade dos colaboradores em regime de teletrabalho, de implementar ou reforçar canais digitais de relacionamento com os seus clientes, de otimizar as suas cadeias de abastecimento ou de reconfigurar as suas unidades produtivas.
Perante esta realidade, em 2023 as empresas europeias investirão mais de 130 mil milhões de euros na transformação do local de trabalho, de forma a acelerarem a paridade entre o local físico e o digital. A despesa ‘on-premise' e em tecnologias de 2ª plataforma tem vindo a perder importância nas organizações nacionais e representa apenas 35% da despesa total. A despesa com serviços públicos de cloud computing já representa mais de 20% da despesa empresarial em TI.
Até 2025, para conseguirem responder a requisitos de desempenho, segurança e conformidade, 60% das organizações implementarão serviços dedicados cloud e 55% terão migrado os seus sistemas de proteção de dados para um modelo centrado na nuvem.




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