A Impresa e o grupo italiano Media For Europe já assinaram um acordo, no âmbito do qual a empresa criada por Sílvio Berlusconi adquirirá 32,9% da holding que controla o capital da dona da SIC e do Expresso, a Impreger. A família de Pinto Balsemão ficará com 33,7%. A operação decorrerá através de um aumento de capital,
Em comunicado à CMVM, a Impresa informa que concluiu as negociações com a MFE, tendo celebrado um "acordo de investimento" entre esta e a Impreger, acionista maioritária da Impresa. Nos termos deste acordo, o grupo italiano vai subscrever novas ações da Impresa, a emitir em aumento de capital até 17,325 milhões de euros, ao preço de 0,21 euros por ação.
"O acordo de investimento prevê ainda a celebração de um acordo parassocial entre a MFE e a Impreger relativamente ao futuro governo da Impresa, e que atribui direitos à MFE em linha com a sua participação e prevê a continuidade de controlo por parte da Impreger", adianta-se.
A operação só avançará se a CMVM não impuser à MFE "a obrigação de lançamento de oferta pública de aquisição sobre a totalidade das ações e de outros valores mobiliários emitidos pela Impresa que confiram direito à sua subscrição ou aquisição". Assim como se for confirmada, pelas "respetivas instituições de crédito, que a celebração do Acordo de Investimento e a execução dos atos nele previstos não determinam o acionamento de cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado em contratos de financiamento celebrados pela Impresa e/ou pelas suas subsidiárias". A Assembleia Geral da Impresa terá ainda de aprovar.
Refere-se também que "esta parceria, a concretizar-se, colocará a MFE como um acionista relevante e um parceiro da Impresa, potenciando a possibilidade de a Sociedade reforçar a posição no setor dos media em Portugal e criando uma base sólida para acelerar a execução do plano estratégico da mesma, em particular no que respeita ao seu crescimento, à expansão da atividade digital e ao potencial desenvolvimento de novas áreas de negócio".
Assim, garante-se que "a Impresa prosseguirá a sua atividade no curso normal dos negócios, em termos consistentes com o seu plano estratégico e com as obrigações de informação ao mercado".
Num outro comunicado ao mercado, a Impresa prefere que em outubro registou um recuo de 2% na dívida remunerada líquida recuou face a junho, para 145 milhões de euros. E que, numa década o endividamento da empresa diminuiu 26%, o equivalente a 51 milhões de euros. O grupo de media estima que no final deste ano, sem considerar eventos extraordinários, a dívida fique abaixo do patamar de outubro.