Internet via satélite já tem 6 prestadores no mercado nacional

2021-04-05 Há pelo menos seis prestadores de acesso à internet via satélite no mercado nacional e em junho entrará a nova empresa de Elon Musk, a SXPT. Que se juntará à Eutelsat, Nextweb, Satélite de Sabedoria, skyDSL, Starlink e Vivanet, que operam, respetivamente, com as marcas Konnect, Tooway, Onesat, Bigblu, SkyDSL e Vivasat. Os dados são da Anacom, que destaca este como um serviço ""especialmente vocacionado para o acesso à internet em zonas remotas, de baixa densidade populacional e/ou de orografia mais complexa".

A penetração destes serviços é ainda muito baixa, tendo alcançado os 1,2 mil acessos no final de 2020, representando menos de 0,3% do total de acessos em local fixo. No entanto, revela um crescimento de 32,4% face a 2019 e "o número de subscritores cresceu 78,5% entre o 4.º trimestre de 2018 e o 3.º trimestre de 2020". A partir de junho do ano passado, após a declaração de pandemia em março, registou o maior aumento em termos absolutos até ao momento.

A Anacom refere em comunicado que "no final do 1º trimestre de 2021, identificaram-se seis prestadores que anunciavam na Internet e comercializavam ofertas retalhistas de serviço de acesso à Internet via satélite em Portugal, e um prestador que se encontrava em fase de testes".
Quanto às ofertas, há várias para o mercado residencial enão residencial. O regulador destaca que no primeiro caso, apresentam custos de instalação té 150 euros (nalguns casos possibilita-se a auto-instalação não se aplicando estes custos), custos de ativação entre 19,9 e 49 euros (nalguns casos o custo de ativação varia em função da existência ou não de período de fidelização e da respetiva duração) e custos de aluguer (entre 4,9 e 9,99 euros mensal) ou aquisição do equipamento. Já as mensalidades variam ente um mínimo de 12,90 e um máximo de 119,99 euros, em função das características, nomeadamente das velocidades e dos limites de tráfego associados.

Explica-se ainda que este tipo de acesso é "um serviço bidirecional de alta velocidade, que se afigura ser um meio essencial para reduzir a fratura digital (digital divide)". Trata-se de uma conetividade também importante nos sectores da aviação e do transporte marítimo, que operam com estações de radiocomunicações a bordo de aeronaves e navios que possam estar fora do alcance das redes terrestres durante os seus percursos. Assim como nas telecomunicações de emergência, possibilitando a deteção, alerta e resposta em situações de catástrofe natural (e outras) em que as redes fixas e móveis deixam de estar disponíveis.

Para ter acesso ao serviço, terá de se instalar no exterior de uma antena parabólica de pequenas dimensões e de um router, equipamentos que são alugados ou vendidos pelos prestadores. A instalação pode ser efetuada pelo cliente ou pelo fornecedor e, após a ativação, o serviço fica imediatamente disponível.

Em termos de velocidades disponibilizadas pelo acesso à internet via satélite, são anunciadas velocidades de download até 100 Mbps e velocidades de upload até 10 Mbps. "O débito de upload, que nas atuais circunstâncias (i.e. teletrabalho) ganhou uma importância acrescida, varia entre 1 Mbps e 6 Mbps, no caso das ofertas residenciais, e entre 3 Mbps e 10 Mbps, no caso das ofertas não residenciais", adianta-se.

O comunicado detalha que as redes de suporte do acesso à internet via satélite são redes de satélites geoestacionários ou não geostacionários: se o satélite for geostacionário (GSO), a troca de informação tem um atraso de 500ms (meio segundo), considerados o uplink e o downlink do sinal; se o satélite for não geostacionário e de órbita baixa (LEO), este atraso ou latência poderá ser de apenas 50ms.

"A construção de novos sistemas de satélites de órbita baixa permitirá minimizar consideravelmente o problema da latência, possibilitando ter informação praticamente em tempo real. Seja qual for a solução escolhida (satélite GSO, como por exemplo, os satélites da EUTELSAT, da SES ou da ViaSat, ou novos sistemas de órbita baixa, como por exemplo, o sistema STARLINK da SpaceX ou o sistema OneWeb), a internet via satélite contribuirá para atender ao problema do acesso à internet em áreas rurais ou remotas e em pequenas cidades onde a infraestrutura de fibra ótica é inexistente", explica a Anacom.

Que conclui dizendo que, "do ponto de vista comercial, em 2020, foram lançados cerca de 1085 pequenos satélites, dos quais 773 pertencem à rede Starlink da SpaceX. A OneWeb lançou 104 satélites, a SWARM lançou os primeiros 12 satélites duma constelação planeada para 150 satélites, a SPIRE lançou 14 cubesats e outros operadores, como a EUTELSAT e o ISRO (GSAT-30) da Índia, colocaram também em órbita satélites de comunicações comerciais. Estima-se que oferta de internet via satélite se venha a tornar, nas próximas décadas, um dos grandes negócios do New Space baseado em megaconstelações, passando a representar a maior fatia das receitas geradas".

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