A entrada da Digi no mercado português já está a produzir efeitos concretos na redução dos preços das telecomunicações, especialmente no segmento low cost. A garantia foi dada pela presidente da ANACOM, Sandra Maximiano, no Parlamento, onde considerou que o novo operador "trouxe nova dinâmica competitiva", levando os restantes players a ajustarem ofertas e a acelerarem a resposta comercial.
A líder do regulador, citada pela Lusa, destacou ainda que a Digi instalou a sua rede própria a grande velocidade, reforçando a concorrência e contribuindo para a queda de preços. Um impacto que a ANACOM diz já conseguir medir através dos dados disponíveis.
Sobre a cobertura móvel, assegurou que "Portugal compara bem com os outros países europeus no 5G", com cerca de 90% do território atualmente abrangido. Ainda assim, admite que persistem lacunas e que serão introduzidas novas obrigações de cobertura, sobretudo em áreas brancas, a integrar na renovação de licenças prevista para 2027.
A presidente do regulador abordou também o atraso na implementação do Regulamento Europeu dos Serviços Digitais (DSA), justificando que a ANACOM, enquanto coordenadora nacional, está a articular com as 32 entidades relevantes - embora enfrentando dificuldades na atração e retenção de talento especializado. Para responder a esses desafios, admite alargar o perfil de recrutamento, incluindo cientistas de dados e psicólogos.
No balanço do mandato, a responsável adiantou que está em preparação o procedimento para atribuição do espectro remanescente dos 700 MHz. E destacou o reforço da supervisão: 1.845 ações preventivas e 250 fiscalizações ao espectro em 2024, além de 40 inspeções às infraestruturas dos CTT devido a falhas no serviço postal.
Após o apagão de abril de 2025, a Anacom apresentou ainda ao Governo um conjunto de medidas para reforço da resiliência das redes, apoiadas pela criação de uma Equipa de Resposta a Incidentes de Segurança.
Assumindo-se como infraestrutura essencial apara a gestão integrada do território