A literacia algorítmica e em inteligência artificial (IA) é cada vez mais vista como essencial para o sucesso das organizações a partir deste ano. Só ela permite definir políticas de utilização, garantir transparência nos algoritmos e gerir riscos associados à adoção de IA, num contexto empresarial cada vez mais orientado por dados. Por isso, é considerada um dos fatores críticos nos perfis de liderança a serem contratados.
A previsão é da Hays Portugal, que diz que a literacia em IA, a par da liderança ética e da capacidade de adaptação se destacam entre os fatores críticos num mercado de recrutamento em rápida transformação. E adianta que o mercado de recrutamento de executivos de topo em Portugal está a atravessar uma fase de mudança acelerada, já que exige cada vez mais perfis de liderança com competências que vão muito além das tradicionais.
Nestes novos perfis, também a capacidade de equilibrar ecossistemas de talento e as parcerias constituem um fator diferenciador. Segundo a Hays, a vantagem competitiva deixa de residir apenas nas equipas internas, passando pela articulação entre colaboradores, modelos de contracting e fornecedores tecnológicos, assentes em objetivos comuns e modelos de colaboração claros.
Outra competência-chave é a agilidade mental e a capacidade de reaprender. Num ambiente de mudança contínua, os líderes mais valorizados serão aqueles que demonstram abertura para desaprender práticas antigas e integrar rapidamente novos conhecimentos, mantendo uma postura de curiosidade e adaptação. A liderança ética e humana na era da IA é também identificada como crítica. A Hays sublinha que o papel do executivo passa cada vez mais por inspirar equipas, tomar decisões justas e manter culturas organizacionais saudáveis, num equilíbrio entre tecnologia, pensamento crítico e fator humano.
A coragem para manter o foco estratégico é apontada ainda como essencial num mercado volátil. A capacidade de assegurar estabilidade, transmitir confiança e manter objetivos claros, sem reagir de forma precipitada a cada nova tendência, será particularmente valorizada.
Assumindo-se como infraestrutura essencial apara a gestão integrada do território