Mega-projeto de dados liderado pela Start Campus instala-se em Sines

2021-04-23 É hoje anunciado oficialmente hoje um projeto para a criação de um megacentro de processamento de dados, destinado a responder à procura de gigantes de tecnologia de streaming, processamento e armazenagem de dados, empresas de redes sociais e aplicações. Num investimento de 3,5 mil milhões de euros, criará 1.200 postos de trabalho qualificados, além de 8 mil indiretos, sendo considerado um Projeto de Interesse Nacional (PIN).

A apresentação deste investimento da Start Campus, empresa detida pelos norte-americanos Davidson Kempner (DK) e os britânicos Pioneer Point Partners (PPP), contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. Vai chama-se Sines 4.0, assumindo-se como um hyperscaler data centre, um centro de processamento de grande dimensão destinado a gerir as necessidades cada vez maiores de processamento de dados de empresas de grande dimensão e crescimento.

Será um dos maiores centros de dados da Europa, com capacidade até 450 megawatts, sendo o objetivo responder á crescente procura de grandes empresas internacionais de tecnologia de streaming, processamento e armazenagem de dados, empresas de redes sociais e aplicações. Tem como clientes-algo gigantes como a Amazon, o Facebook, a Google ou a Microsoft, que representam mais de metade do tráfego mundial de dados, como afirma ao Expresso o sócio fundador da PPP, Sam Abboud.

O impacto desde investimento será enorme. Deverá criar até 1.200 empregos altamente qualificados nas áreas de redes e tecnologias de informação, assim como 2,.700 empregos associados à construção dos edifícios. Serão cinco edifícios com capacidade útil de fornecimento de 450 MW de energia aos servidores, cuja construção deverá arrancar no início de 2022. A meta é que estejam concluídos em três a cinco anos, prevendo-se a inauguração do primeiro edifício para 2023. Estima-se que a criação de postos de trabalho indiretos seja da ordem dos 8 mil até 2025.

Destaca-se que este investimento contribuirá para relançar Portugal como um polo central de dados e conectividade transatlântica entre o continente europeu, americano e africano, tirando partido da posição estratégia do país no extremo da Europa e dos cabos submarinos como o Ellalink (que une Portugal à América do Sul), Equiano (que liga Portugal à África do Sul) e 2Africa (que liga, através de Portugal, Europa, África e Médio Oriente).

Em comunicado à Lusa, os promotores do projeto adiantam que o megacentro de dados será "a infraestrutura central de última geração no coração do projeto Sines 4.0", combinando "as necessidades da nova era da informação e da transição digital com a posição geográfica única de Sines" e "contribuindo significativamente para a transição energética de Portugal". O projeto deverá ter uma pegada de carbono líquida zero, garantindo preços de energia competitivos a nível global, segurança, estabilidade e compliance em segurança de dados.

O comunicado explica que os cinco edifícios, com capacidade útil de fornecimento de 450 Megawatts (MW) de energia aos servidores, com 90 MW cada, ficarão localizado nos terrenos contíguos à recentemente encerrada central termoelétrica a carvão de Sines. Beneficiará por isso de todas as vantagens estratégicas deste local, como a refrigeração com água do mar, acesso à rede elétrica de alta tensão, conectividade através da ligação a cabos de fibra ótica internacionais de alta capacidade com a América do Norte, África e América do Sul e utilização potencial de energia 100% verde e ambientalmente sustentável, com indicadores de consumo de água e criando PUE ("Power Usage Effectiveness") altamente eficientes.

"O Sines 4.0 contribuirá para Portugal reemergir como "player"-chave no mercado internacional de dados e conectividade e construir a próxima etapa dos 150 anos de história do país como ponto de ligação europeu nas telecomunicações globais", afirmam no comunicado. Onde garantem que "Portugal pode, assim, voltar a ser o principal "hub" de dados entre a Europa, as Américas, África e outros e tornar-se a porta de entrada para a multiplicação da conectividade transatlântica".

O projeto Sines 4.0 está a ser desenvolvido pela Start Campus em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Câmara Municipal de Sines e o Governo português, através dos ministérios da Economia e Transição Digital, do Ambiente e da Transição Energética, dos Negócios Estrangeiros e da Internacionalização e das Infraestruturas e da Habitação.

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