No ano passado, cerca de metade da população residente em Portugal com 16 a 74 anos efetuou compras através da Internet no ano passado. Já 25,9% nunca efetuaram compras pela Internet. Por outro lado, 11,9% dos residentes efetuaram vendas online. O país ficou na 24.ª e 25.ª posição do ranking da União Europeia (UE27) na percentagem da população que realizou compras online nos últimos três meses e nas vendas online, respetivamente. Os números são de um relatório da ANACOM
Denominado "O comércio eletrónico em Portugal e na União Europeia em 2025 - segmento residencial e empresarial'", mostra que entre os produtos físicos, o vestuário/calçado (75,9% da população que efetuou compras online) e as refeições entregues ao domicílio (39,2%) foram os bens mais encomendados pela Internet em 2025. Face ao ano anterior, registou-se um crescimento nas encomendas online relativas a roupa (2,8 p.p.) e cosmética, beleza e bem-estar (2,6 p.p.).
Entre os produtos digitais, destacaram-se os filmes, séries e desporto como os mais comprados pela Internet (39,6% da população que efetuou compras online), seguindo-se a música (26,5%) e software (18,9%).
Quanto aos serviços contratados pela Internet, o destaque foi para o serviço de transporte (42,3%), o serviço de alojamento (38,3%) e os bilhetes para eventos culturais (38,2%).
A população com idade inferior a 54 anos, níveis de escolaridade mais elevados (ensinos secundário e superior), bem como os empregados e os estudantes apresentaram uma maior percentagem na realização de compras ou encomendas através da Internet. Este perfil é semelhante ao da média da UE27.
Face ao ano anterior, o grupo etário dos 45 aos 54 anos foi o que registou o maior aumento (+4,8 p.p.) na proporção de pessoas que realizaram compras ou encomendas online, e a população desempregada a que registou a maior diminuição (-5,2 p.p.).
Durante 2024, cerca de 20,9% das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço receberam encomendas através de redes eletrónicas, mais 0,3 p.p. face ao ano anterior. Portugal ultrapassou a média da UE27 (20,3%) colocando-se na 15.ª posição no ranking da UE27. Estas encomendas representaram 20,6% do volume de negócios (+1,1 p.p. que no ano anterior).
A maioria das empresas recebeu encomendas através do seu website/app (14,9%) enquanto cerca de 9,4% das empresas analisadas rececionaram encomendas através de portais de comércio eletrónico ou plataformas digitais (via apps) utilizadas por várias empresas.
A receção de encomendas online através de redes eletrónicas varia com a dimensão empresarial. Cerca de 42,5% das grandes empresas em Portugal receberam encomendas online em 2024, por comparação com 31,3% no caso das médias empresas e 18,6% nas pequenas empresas. Os subsetores alojamento e restauração (33,7%), atividades imobiliárias (32,1%) e comércio (30,2%) foram aqueles em que a penetração de encomendas através de redes eletrónicas foi mais elevada.
Ocupa 5ª posição no ranking nacional, logo a seguir a várias universidades