Microsoft anuncia investimento de 10 mil milhões em Portugal

2025-11-11

A Microsoft vai investir cerca de 10 mil milhões de dólares em Sines, no âmbito do projeto já anunciado dos chips da Nvidia, e em parceria com a Nscale e a Start Campus, que detém o centro de dados naquela cidade. Trata-se de um dos maiores investimentos que a tecnológica está a fazer na Europa, de acordo com o seu presidente, Brad Smith, em entrevista publicada hoje no Jornal de Negócios.

Este investimento destina-se a dar resposta às necessidades de inteligência artificial (IA) da Microsoft, passando por trazer para o país um elevado número de processadores dos mais avançados do mundo. As primeiras unidades destes CUPs, da Nvidia, devem começar a chegar a Sines no primeiro trimestre de 2026.

A decisão resultou de "um imenso trabalho, da política energética seguida em Portugal, onde a energia é mais barata e há bom clima", assim como a conetividade de banda larga, que tornam o país "muito importante e atraente na Europa para a construção deste tipo de centros de dados", adiantou o líder da big tech.

De acordo com o que já tinha sido anunciado em meados de outubro, serão instalados cerca de 12,6 mil chips de IA do modelo Blackwell Ultra GB300, mais recente da Nvidia, apresentados em março, no megacentro de dados em Sines. Esta é a primeira e a maior colocação de sempre dos novos processadores gráficos da tecnológica norte-americana na UE. Estes chips foram desenvolvidos para o treino da IA de alto desempenho e, especificamente, para o alto desempenho no desenvolvimento, treino e implantação de modelos de IA maiores e mais complexos. Vão apoiar a Microsoft no fornecimento de recursos avançados de IA em toda a UE.

Brad Smith disse hoje no palco principal da Web Summit, que o fator mais importante para o futuro será a adoção de tecnologia pelas pessoas e organizações. E salientou os custos de exclusão, uma vez que a IA está a ser utilizada até cinco vezes mais nas zonas urbanas do que nas rurais, podendo ficar de fora 3,9 mil milhões de pessoas, por falta de acesso a competências digitais, internet ou eletricidade.

Destacou ainda que os EUA lideram a corrida à infraestrutura para IA, com 53,7 GW (gigawatts) de capacidade instalada, seguida da China, com 31,9 GW. Na terceira posição surge a União Europeia como um todo, com 11,9 GW de capacidade de computação instalada. Já nos dados sobre a difusão da IA, a Europa destaca-se: metade dos 15 países que lideram a adoção de IA são europeus.


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