NOS e Nova SBE estudam impacto da pandemia na movimentação das pessoas

2021-10-07 A NOS e Nova SBE aliaram-se no desenvolvimento de um projeto que recorre à tecnologia e investigação científica num projeto de data analitycs. A análise quantitativa conclui que o primeiro estado de emergência registou maiores quebras na movimentação de pessoas, entre 65% a 80% em Lisboa e 45 a65% em Cascais, face ao segundo estado de emergência. Saúde, Educação e Restauração foram os setores onde se registou um aumento mais significativo na mobilidade de cidadão entre o primeiro e o segundo estado de emergência
Denominado ‘Indicadores de mobilidade intra-municipais no combate à Covid-19', o projeto é uma análise quantitativa dos movimentos das pessoas nos municípios de Lisboa e Cascais. Visou determinar se a movimentação das pessoas acompanhou a evolução das medidas de contenção da pandemia aplicadas pelo governo português ao longo do último ano e meio, aumentando ou diminuindo as suas contagens de acordo com o maior ou menor grau de restrições à mobilidade.
Neste projeto, a tecnologia e inovação da NOS uniu-se à investigação científica da Nova SBE a fim de recolher dados fundamentais e elaborar indicadores avançados de mobilidade. Através de uma análise espacial baseada na tecnologia de data analytics da NOS, complementada com outras fontes de dados, foram avaliadas as dinâmicas de mobilidade dos cidadãos, o que permitiu tirar conclusões sobre os resultados das medidas adotadas e contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens de gestão territorial.
"Este projeto permite uma visibilidade sobre a forma como a população se desloca dentro do município, com o objetivo de identificar áreas prioritárias de atuação - por exemplo, as áreas em que efetivamente se registam menores quebras. Na prática, pode ajudar na implementação de ações como campanhas de sensibilização e limpeza, seja para limitação ou manutenção de acessos intermunicípio", acrescenta Lénia Mestrinho, Diretora Executiva do Nova SBE Data Science Knowledge Center.
Para João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações, "os dados abrem a porta a uma mais completa visão sobre o ecossistema onde empresas e instituições municipais e governamentais estão inseridas. Vivemos na era da informação e é fundamental saber gerar valor a partir dos dados, de forma inteligente, segura e transparente. Este projeto, em colaboração com Nova SBE Data Science Knowledge Center, é prova de como a tecnologia e a inovação estão na base da I&D e têm impacto direto na melhor preparação da sociedade para os desafios do amanhã."
Os dados, recolhidos e tratados pela NOS de modo agregado, salvaguardando sempre a privacidade dos cidadãos, foram introduzidos numa plataforma intuitiva de tratamento de informação, que possibilitou obter insights precisos e diferenciadores baseados na informação recolhida. Por outro lado, os métodos científicos da Nova SBE permitiram gerar valor através dos dados recolhidos, recorrendo à equipa multidisciplinar da Nova SBE Data Science Knowledge Center que, desenvolvendo os indicadores e algoritmos necessários, possibilitou uma interpretação e organização mais robusta da informação.
O projeto incidiu sobre os municípios de Cascais e Lisboa, que foram segmentados em diferentes áreas estatísticas: Residencial, Lazer Outdoor, Trabalho, Educação, Lojas e Restaurantes, Saúde, Lazer Indoor, Comércio, Desporto, e Estações de Transporte. Nestas secções, analisou-se a forma como a população se deslocou dentro do município, de acordo com as principais fases das medidas de contenção da pandemia. Uma análise inferida através da contagem de equipamentos distintos ligados à rede móvel de telecomunicações, em determinada localização.
Das secções definidas, a maioria foi classificada como "Residencial" (75% em Lisboa e 80% em Cascais), seguida de "Lazer Outdoor" (7% em Lisboa e 4% em Cascais), "Educação" (5% em Lisboa e 4% em Cascais) e "Trabalho" (3% em Lisboa e 4% em Cascais).
Se no primeiro estado de emergência e primeiro confinamento, iniciado a 19 de março de 2020, a análise registou quebras na contagem de pessoas distintas por secção do município na ordem dos 65 a 80% em Lisboa e na casa dos 45 a 65% em Cascais, as quebras no segundo estado de emergência, iniciado a 9 de novembro, foram substancialmente inferiores: 30 a 45% em Lisboa, e 15 a 25% em Cascais.
Em Lisboa, no pico da pandemia durante o período do primeiro estado de emergência, as maiores quebras foram registadas na secção "Lojas e Restaurantes" (80%), seguida por "Comércio" (75%), "Lazer Indoor" (73%), "Educação" e "Saúde" (ambas com 72% de quebras).
Em Cascais, em idêntico período, as maiores quebras registaram-se na secção "Comércio" (64%), seguida de "Lojas e Restaurantes" e "Lazer Indoor" (61% ambas), "Lazer Outdoor" (57%) e "Saúde" (56%).
Em sentido contrário, entre as categorias com menores quebras na contagem de pessoas distintas durante o primeiro estado de emergência, destacaram-se as categorias "Residencial" (66% em Lisboa e 49% em Cascais), "Trabalho" (66% em Lisboa e 46% em Cascais) e "Estações de Transporte" (70% em Lisboa e 47% em Cascais).
Por comparação, no segundo estado de emergência, que vigorou entre novembro de 2020 e abril de 2021, verificou-se uma maior movimentação das pessoas. Em Lisboa, a quebra registada na categoria "Saúde" foi de apenas 29% (valor que compara com a quebra de 72% registada no primeiro estado de emergência). Já a categoria "Lojas e Restaurantes" registou neste período uma quebra de 39% (valor que compara com a quebra de 80% verificada no primeiro estado de emergência). Em contrapartida, o segmento do "Lazer Indoor" foi aquele que registou menor variação (73% em comparação com 42%).
Em Cascais, nota para a categoria "Lazer Indoor" (museus, monumentos, casinos, cinemas, etc.), que no segundo estado de emergência verificou uma quebra de apenas 6% (que compara com 61% no primeiro estado de emergência), e para as categorias "Lojas e Restaurantes" e "Comércio" que verificaram quebras de 18% e 24%, respetivamente (por comparação com quebras de 61% e 64% no primeiro estado de emergência).
A contagem média diária de pessoas de outras nacionalidades foi outro dos pontos analisados neste projeto. Registaram-se maiores quebras de pessoas distintas estrangeiras do que nacionais, em linha com as restrições de viagens internacionais. Em Cascais, neste grupo, as maiores quebras registaram-se na secção "Desporto" (80%) - categoria que todos os equipamentos desportivos, como estádios, piscinas ou pavilhões desportivos.
Em Lisboa, a maior quebra de pessoas estrangeiras registou-se na secção "Lazer Indoor" (73%). Ainda em Lisboa, a categoria "Estações de Transporte" registou maior número de pessoas de outras nacionalidades - um valor expetável, considerando que esta categoria inclui o aeroporto. De notar ainda que a categoria em Lisboa com menos pessoas de outras nacionalidades é a categoria "Residencial", nos dois anos em análise.


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