O país alcançou em 2025 um novo máximo histórico na captação de investimento direto estrangeiro. A AICEP mediou projetos que totalizam 3,58 mil milhões de euros, apoiados por 803 milhões de euros em incentivos públicos. Os investimentos contratualizados deverão resultar na criação de mais de 6.600 postos de trabalho, dos quais 20% são altamente qualificados, reforçando o posicionamento do país como destino competitivo e orientado para a inovação.
Só na semana passada foram assinados pelo Governo contratos de investimento realizada em Sines qie envolvem seis grandes projetos empresariais, representam um investimento direto de 3,077 mil milhões de euros e incentivos contratados de 699,7 milhões de euros.
Os projetos abrangem setores estratégicos como mobilidade elétrica, saúde, química e petroquímica, agroalimentar e indústria mineira, com particular destaque para o desenvolvimento da cadeia de valor global da mobilidade elétrica, desde a extração e refinação de matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias e componentes.
As empresas CALB, Everbio, Lift One, Savannah Lithium, Topsoe Battery Materials e United PetFood estão por detrás destes investimentos, que irão criar 2.336 novos empregos, incluindo 643 postos altamente qualificados, distribuídos por várias regiões do país. Sines afirma-se como um dos polos centrais desta estratégia, acolhendo dois dos maiores projetos ligados à indústria de baterias.
Quatro dos seis contratos resultam de candidaturas ao Sistema de Incentivos ao Investimento em Setores Estratégicos, representando 2.132 novos empregos (608 qualificados). Os restantes dois projetos enquadram-se no Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva, prevendo a criação de 204 postos de trabalho, dos quais 35 qualificados.
Segundo a AICEP, o peso do investimento greenfield foi particularmente relevante em 2025, refletindo a crescente confiança de líderes industriais globais em Portugal enquanto plataforma estável para projetos de longo prazo, sustentados por inovação, talento e enquadramento industrial.
Com estes resultados, Portugal reforça a sua posição na corrida europeia pelo investimento estratégico, alinhando política industrial, transição energética e qualificação do emprego com uma agenda clara de competitividade e crescimento sustentável.