Portugal integra o grupo de países mais avançados da Europa em matéria de dados abertos, com um nível de maturidade de 95% em 2025. Uma percentagem claramente acima da média da União Europeia, de 86%, ficando entre os dez estados-membros com melhor desempenho.
O mais recente relatório de maturidade de dados abertos, publicado pela Comissão Europeia, mostra que o país integra o grupo dos "trendsetters", ao lado de países como França, Espanha, Itália, Irlanda e Polónia. Destaca-se pela solidez das políticas públicas, pela qualidade do portal nacional e pela integração dos dados abertos na estratégia digital do país.
Destaca-se ainda que Portugal registou uma das maiores subidas anuais no ranking europeu (+5 pontos percentuais), evidenciando progressos transversais nas quatro dimensões avaliadas: política, portal, qualidade e impacto. O desempenho nacional supera economias tradicionalmente fortes em dados digitais, como a Alemanha, Países Baixos, Suécia ou Finlândia.
Em termos comparativos, Portugal (95%) fica apenas cinco pontos abaixo da liderança absoluta, da França. Supera a média dos países do norte da Europa e posiciona-se muito acima de vários estados-membros da Europa Central e de Leste.
Como pontos fortes do mercado português, o estudo salienta: a integração dos dados abertos na estratégia digital nacional; a maturidade do portal nacional de dados; e a adoção de práticas alinhadas com os datasets de elevado valor.
Mas tal como o resto da Europa, o principal desafio passa por medir e demonstrar o impacto efetivo da reutilização dos dados, sobretudo em áreas como inovação empresarial, políticas públicas baseadas em evidência e serviços digitais avançados. No contexto europeu, Portugal surge como caso de referência, mas o estudo sublinha que a próxima fase exige menos foco na publicação e mais na transformação dos dados abertos em valor económico e social mensurável.