Portugueses lideram defesa da democracia e liberdade de expressão online

2025-12-11

A generalidade dos portugueses considera que viver em democracia é "muito" ou "extremamente importante", assim como a liberdade de expressão online e o papel dos media tradicionais no combate à desinformação. E lideram nestas opiniões em termos europeus, como mostra as principais conclusões do estudo "Democracia na Era da IA", realizado pela Kantar para o Vodafone Institute for Society and Communications.

Assim, 84% dos inquiridos nacionais por este estudo defendem a democracia, na que é uma das percentagens mais elevadas da Europa e que contrasta com a média europeia de 75%. O país também se destaca no apoio à liberdade de expressão na internet, sendo quem mais a defende (64%), também acima da média europeia (52%). Os portugueses (73%) veem o diálogo digital como uma oportunidade para fortalecer a democracia, reforçando a importância de espaços abertos e regulados para o debate político.

Esta investigação envolveu mais de 12 mil participantes, em 12 países europeus - incluindo Portugal - e traça um retrato dos desafios, expectativas e preocupações dos cidadãos face ao impacto da transformação digital nas sociedades democráticas. Mostra ainda que a satisfação dos portugueses com o funcionamento da democracia permanece modesta, alinhada com a média europeia, de apenas 22% de cidadãos "muito" ou "extremamente satisfeitos".

Portugal e Espanha são os países que mais reconhecem a relevância dos media tradicionais no combate à manipulação de informação. 63% dos portugueses dizem que a importância do jornalismo editorial aumentou com a ameaça da desinformação, um número significativamente acima da média europeia (53%). A televisão e a rádio continuam a ser os principais meios para verificar a veracidade de conteúdos políticos. Esta confiança nos media clássicos contrasta com a crescente preocupação com os conteúdos políticos gerados por IA, que 39% dos europeus já identificam como uma ameaça à democracia.

Em Portugal, 28% dos inquiridos afirmam ter encontrado fake news com frequência nos últimos meses, ligeiramente acima da média europeia (27%). Embora a disseminação de notícias falsas seja atribuída a diferentes grupos, os motivos são semelhantes em todos os países: cerca de metade das pessoas acredita que as fake news têm como objetivo enfraquecer adversários políticos e influenciar o resultado das eleições.

Apesar disso, os portugueses mantêm uma visão positiva sobre a tecnologia: 38% acreditam que os benefícios da IA superam os riscos, face aos 30% na média europeia. Ainda assim, 39% dos europeus veem a IA como uma ameaça à democracia, enquanto 32% acreditam que oferece mais oportunidades do que perigos. A ambivalência é clara, 29% permanecem indecisos.

O estudo revela ainda que a maioria dos cidadãos europeus apoia medidas regulatórias como o Digital Services Act (DSA) e o AI Act, com destaque para Portugal, onde cerca de 70% dos cidadãos apoiam a identificação de conteúdos gerados por IA e a atuação das autoridades nacionais para combater discurso de ódio e notícias falsas no mundo digital.

Esta análise foi realizada entre 24 de fevereiro e 1 de abril de 2025, com mil inquéritos realizados nos 12 países abrangidos: Alemanha, Espanha, Estónia, França, Finlândia, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia.


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