O tráfego de acesso à internet móvel apresentou um aumento de 34,4% no 2º trimestre do ano face a período homólogo. Já o tráfego de voz móvel recuou 3,9%, com cada utilizador a falar, em média, 7 minutos por dia, menos 4,8%. O que mostra que os portugueses preferem, cada vez mais, utilizar a internet no telemóvel, ao invés de utilizarem os serviços de voz.
Os dados do regulador mostram que o número de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à internet foi de 10,8 milhões, mais 0,7% que em igual período do ano anterior. O valor corresponde a uma taxa de penetração de cerca de 100,7 por 100 habitantes. Explica-se que o incremento do número de utilizadores resultou de um aumento do número de utilizadores de internet no telemóvel (+2,1%). Já o número de utilizadores do serviço de acesso à Internet através de PC/tablet/pen/router, que representavam 6,3% do total dos utilizadores de Internet móvel, diminuiu 16,7%.
No trimestre, os acessos móveis à internet de utilizadores particulares representavam 79,8% do total, enquanto a percentagem de utilizadores empresariais se situava nos 20,2%. Destaca-se que o tráfego de acesso à internet em banda larga móvel (BLM) aumentou 34,4%, num crescimento explicado pelo aumento do número de utilizadores e, sobretudo, pelo aumento da intensidade de utilização do serviço.
Assim, o tráfego médio mensal por utilizador ativo de internet móvel aumentou 33,6% face ao período homólogo. Cada utilizador de BLM consumiu, em média, 15,7 GB por mês. O tráfego médio mensal gerado por PC/tablet/pen/router atingiu os 33,2 GB (+9,3%).
A ANACOM indica que se contabilizaram cerca de 1,3 milhões de acessos móveis ativos afetos a M2M (numeração 9x), um aumento de 3,9% em relação ao período homólogo. Estes acessos representavam 7% do total de acessos ativos.
Já o tráfego de voz móvel, em minutos, diminuiu 3,9% face ao 2.º trimestre de 2024. O número de minutos de conversação por acesso de voz móvel foi, em média, de 201 por mês, o que representa aproximadamente 7 minutos por dia. Em comparação com o ano anterior, o tráfego médio mensal diminuiu 10 minutos (-4,8%). A duração média das chamadas foi de 2 minutos e 47 segundos por chamada, menos 5 segundos que em igual período do ano anterior.
A taxa de penetração do serviço móvel ascendeu a 169,9 por 100 habitantes. Considerando apenas os acessos móveis com utilização efetiva (excluindo M2M), a taxa de penetração em Portugal era de 125,7. Excluindo também os acessos afetos exclusivamente a serviços de dados e acesso à Internet (cartões associados a PC/tablet/pen/router), a taxa de penetração era de 119,4 por 100 habitantes.
Quando considerados os acessos móveis comercializados em conjunto com serviços fixos (em pacotes convergentes), a taxa de penetração foi de 62 por 100 habitantes. O número de acessos móveis habilitados a utilizar serviços móveis totalizou 18,3 milhões. Destes, 13,5 milhões (74% do total) foram efetivamente utilizados. Excluindo o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, o número de acessos móveis ascendeu a 12,8 milhões.
No entanto, o número de assinantes que efetivamente utilizou o serviço diminuiu 105 mil (-0,8%), em comparação com o 2º trimestre de 2024. A evolução é explicada pela redução dos planos pré-pagos, que diminuiu 17,8% face ao período homólogo, representando 23,3% do total de acessos efetivamente utilizados. A adesão aos planos pós-pagos e híbridos aumentou 5,9%
Por operadores, a liderança do mercado continua a ser da MEO, com 36% dos acessos móveis ativos com utilização efetiva, seguida da NOS (31,0%) e da Vodafone (27,7%). AIGI/NOWO tinha uma quota de 3,1% e a Lycamobile de 2,1%.
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