Redes móveis na região Centro apresentam desigualdades entre zonas e operadores

2021-02-25 Na região centro do país, as redes móveis apresentam uma boa cobertura e qualidade, tanto em termos de voz como de acesso aos dados. Mas continuam a existir diferenças na oferta entre operadores e entre regiões, com as áreas rurais a apresentarem os piores desempenhos. A conclusão é de um estudo da Anacom, sobre a avaliação da região NUTS II do Centro, o 5º de um conjunto que abrangerá todas as regiões do país.

Em comunicado, o regulador diz que os sistemas de comunicações móveis apresentam, em média, boa cobertura rádio GSM e adequada cobertura rádio UMTS e LTE, Mas observam-se desempenhos diferenciados entre as tipologias de áreas urbanas, com piores desempenhos nas áreas predominantemente rurais, e entre os operadores. A Vodafone regista o melhor desempenho na maioria dos indicadores analisados no estudo, mas tem um pior desempenho em GSM, enquanto a MEO e a NOS apresentam piores desempenhos em UMTS e em LTE.

O serviço de voz apresenta bom desempenho global, embora com algumas diferenças entre os operadores e as tipologias de áreas urbanas. A Anacom destaca a fraca capacidade de estabelecimento de chamadas registada pela NOS e a degradação significativa do desempenho deste serviço nas áreas predominantemente rurais, nomeadamente no que toca às capacidades de estabelecimento e de retenção de chamadas.

Nos serviços de dados, em transferência de ficheiros, regista-se bom desempenho global, com algumas diferenças entre os operadores e, de forma mais acentuada, entre as tipologias de áreas urbanas. As capacidades de estabelecimento e de retenção de sessões de transferência de ficheiros e a velocidade de transferência de dados, em download e em upload, apresentam uma acentuada degradação nas áreas predominantemente rurais.

Quanto aos operadores, a NOS, em download, e a MEO e a NOS, em upload, registam as piores velocidades de transferência de dados. Este indicador apresenta variabilidade muito elevada, observando-se valores máximos de cerca de 232 Mbps e 61 Mbps, respetivamente em download e upload, e mínimos de 0,012 Mbps, tanto em download como em upload, que dificultam ou impossibilitam a transmissão de dados em condições adequadas.

Já os serviços de navegação na Internet e YouTube vídeo streaming, e também a latência de transmissão de dados, apresentam desempenhos inferiores à da transferência de ficheiros, observando se também algumas diferenças entre os operadores e, de forma mais acentuada, entre as tipologias de áreas urbanas. De uma forma geral, registam-se piores desempenhos nas áreas predominantemente rurais.

O estudo de avaliação do desempenho de serviços móveis de voz e dados e da cobertura abrangeu o GSM (Global System for Mobile communications - Sistema de Comunicações Móveis de segunda geração - 2G), UMTS (Universal Mobile Telecommunications System - Sistema de Comunicações Móveis de terceira geração - 3G) e LTE (Long Term Evolution - Sistema de Comunicações Móveis de quarta geração - 4G) disponibilizados pela MEO, NOS e Vodafone na região NUTS II do Centro. Abarca 100 municípios , abrange cerca de 28,2 mil km2 e conta com mais de 2,2 milhões de habitantes.

Já foram realizados estudos, publicados em janeiro, maio, agosto e dezembro de 2020, sobre as regiões do Alentejo, Norte, Área Metropolitana de Lisboa e Algarve (NUTS II). O objetivo é dotar o mercado de informação isenta sobre o desempenho destes serviços, caracterizando a experiência de utilizador em termos de acessibilidade, retenção e integridade dos serviços.

Nesse sentido, a Anacom realiza chamadas e conversações, para avaliação do serviço de voz; transferências de ficheiros, de páginas web e de vídeos, para avaliação dos serviços de dados; medições de níveis de sinal das redes rádio, para avaliação da cobertura; resultando em 13 indicadores de qualidade utilizados para aferir o desempenho dos serviços e a cobertura rádio. As medições são efetuadas de forma sistemática, com procedimentos padronizados e sem intervenção ou decisão humana, e em igualdade de condições para os vários operadores, permitindo a análise objetiva e comparativa dos desempenhos.

O trabalho de campo relativo a este quinto estudo decorreu entre 4 e 18 de dezembro de 2020, tendo sido realizadas 993 chamadas de voz, 6630 sessões de dados e 591 871 medições de sinal rádio, correspondendo a aproximadamente 331 chamadas de voz, 368 sessões de dados e 65 763 medições de sinal rádio, por indicador e operador. Foram percorridos 344 quilómetros em testes.

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