Relatório Fitch antecipa baixa adesão da indústria ao 5G

2022-09-20 O baixo nível de industrialização e o ritmo lento da transformação digital nas empresas nacionais fará com que a adesão às soluções 5G seja reduzida, o que fará com que os operadores tenham poucas oportunidades de rentabilizar os seus investimentos. Já no segmento do consumo, a adesão será muito maior. Mas não impedirá fusões entre os players, para ultrapassar a saturação e a reduzida dimensão do mercado. As perspetivas são de um relatório da Fitch Solutions, citado pela Anacom no Portal 5G, site desenvolvido para divulgar e promover a tecnologia.
Denominado "Portugal Telecommunications Report | 2022", este trabalho refere que depois ter chegado ao país no final de 2021, o 5G deverá registar uma cobertura rápida. Mas a adesão à nova geração móvel será sobretudo impulsionada pelo mercado de massas e não tanto pela Indústria, que oferece poucas oportunidades para rentabilizar o investimento dos operadores.
Este estudo avaliou a conjuntura económica, social e tecnológica, projetando o futuro do sector das telecomunicações, em Portugal, numa linha temporal até 2031. Conclui-se que a tecnologia 5G tornar-se-á dominante a médio prazo, mas não terá um papel preponderante no setor empresarial. Isto porque as condições estruturais, historicamente apontadas como desvantagens crónicas, estão a dificultar a competitividade das empresas. Destaca-se que a indústria avançada em Portugal "ainda é modesta", oferecendo poucas oportunidades aos operadores para apostarem neste segmento.
No resumo que faz sobre o estudo, a Anacom diz que apesar do grande potencial do 5G estar nas soluções que podem fornecer ao setor empresarial, o nível "relativamente baixo" da industrialização do país e o ritmo "genericamente lento" na adoção de serviços e infraestruturas digitais levam os especialistas a prever que os casos de uso serão limitados na indústria portuguesa. Esse é um dos motivos para a consultora acreditar que os players do 5G se vão virar sobretudo para os consumidores, com o gaming e o streaming a assumir um grande peso nas suas ofertas comerciais.
E há mais desafios no horizonte, com a entrada de mais concorrentes. Apesar do contexto regulatório "favorável" e dos esforços para melhorar as infraestruturas, o estudo adianta que será difícil contornar a saturação e a reduzida dimensão do mercado, bem como o "baixo" poder de compra da população portuguesa e o domínio das grandes empresas.
Ainda assim, com os três novos players que chegaram com o leilão do espectro 5G, antecipa-se uma aceleração da competição. Refere-se que, no curto prazo, a estreia da Digi Communications, da Nowo e da Dense Air provoque uma disrupção nas dinâmicas competitivas do mercado. No entanto, a prazo, e sendo o retorno financeiro baixo, haverá uma maior concentração dos operadores.

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