Sete em cada dez portugueses utilizam redes sociais

2026-07-08

Cerca de 70,5% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos utilizavam redes sociais em 2025, mais cinco pontos percentuais do que há cinco anos. Os dados divulgados pela ANACOM, a propósito do Dia Internacional das Redes Sociais, mostram que Portugal está acima da média da União Europeia, situada nos 67,3%, ocupando a 15.ª posição entre os Estados-membros.
As redes sociais continuam a ganhar peso na vida digital dos portugueses, não apenas como espaços de interação, mas também como canais de acesso à informação, acompanhamento da atualidade e consumo de conteúdos. A utilização é mais elevada entre os jovens, mas o crescimento tem sido transversal às várias faixas etárias.
Os jovens entre os 16 e os 24 anos continuam a liderar, com uma taxa de utilização de 91%. Seguem-se os portugueses entre os 25 e os 34 anos, com 89,6%, e entre os 35 e os 44 anos, com 85,9%. A evolução nos grupos etários mais elevados confirma, segundo a ANACOM, que as redes sociais deixaram de ser um fenómeno associado apenas às gerações mais jovens.
A utilização destas plataformas como fonte de informação também ganhou relevância. Em 2025, 40% dos portugueses usavam redes sociais para obter informação sobre assuntos da atualidade social e política, um valor idêntico ao registado na União Europeia, de acordo com o Flash Eurobarometer Survey da Comissão Europeia, "Inquérito sobre Redes Sociais 2025".
Entre os utilizadores que recorrem às redes sociais para acompanhar a atualidade, o Facebook continua a ser a plataforma mais usada, tanto em Portugal, com 59%, como na União Europeia, com 58%. Em Portugal, seguem-se o Instagram, com 53%, e o YouTube, com 48%. Na média europeia, estas duas posições surgem invertidas.
As preferências variam de forma significativa com a idade. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, o Instagram é a plataforma mais destacada, com 65%. Já entre os utilizadores com 40 ou mais anos, o Facebook mantém-se dominante.
Também os formatos de conteúdos revelam padrões de consumo distintos. Os portugueses privilegiam as publicações curtas baseadas em texto, escolhidas por 50% dos utilizadores, seguindo-se os vídeos com duração entre um e cinco minutos, com 42%, e os vídeos curtos com menos de um minuto, com 37%.
O estudo sublinha ainda a crescente influência dos criadores de conteúdos digitais. Em Portugal, 43% dos utilizadores seguem influenciadores ou criadores em plataformas como YouTube, Instagram ou TikTok, acima da média da União Europeia, que se situa nos 37%. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, esta percentagem sobe para 84%.
Os dados mostram que as redes sociais ocupam hoje uma posição central no ecossistema digital português. Além da comunicação pessoal, tornaram-se canais relevantes de informação, entretenimento e influência, levantando também novos desafios em matéria de literacia mediática, confiança na informação, regulação de plataformas e proteção dos utilizadores.
 


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