Tecnologia lidera confiança dos consumidores portugueses

2026-04-22

Os consumidores portugueses atribuem maiores níveis de confiança às marcas dos setores da tecnologia e eletrónica (72%), educação e formação (71%) e alimentação e bebidas (70%). A conclusão é de um novo estudo da ConsumerChoice sobre a relação dos portugueses com as marcas, que aponta para um consumidor cada vez mais exigente, que valoriza experiência, transparência e capacidade de resposta.
De acordo com o estudo, 77% dos inquiridos prefere marcas que demonstram compreender as suas necessidades, enquanto 70% considera esse fator importante para construir relações duradouras. O que sugere que personalização, conhecimento do cliente e relevância da proposta comercial ganharam peso nas decisões de consumo.
A qualidade consistente dos produtos ou serviços surge como principal elemento de proximidade entre marca e consumidor, seguida de comunicação clara e honesta. Também a rapidez na resolução de problemas, preço justo, responsabilidade social e ambiental e atendimento personalizado foram identificados como fatores relevantes.
Na experiência de compra, 60% dos participantes afirma que esta influencia fortemente a lealdade à marca. Entre as expectativas mais valorizadas estão transparência nos preços e condições, coerência entre promessa e entrega, atendimento eficiente e simplicidade no processo de compra.
Apesar de indicadores positivos, a perceção sobre transparência ainda apresenta margem para progressão: 44% dos inquiridos mantém posição neutra quanto à honestidade das marcas na comunicação com os consumidores, enquanto 38% avalia positivamente esse critério e 18% revela perceção negativa.
O estudo indica ainda um nível médio de satisfação de 72% com as marcas consumidas em Portugal. Os principais motores dessa satisfação continuam a ser a qualidade do produto ou serviço (23%) e preço/promoções (20%), com 86% dos consumidores a considerar positiva ou equilibrada a relação qualidade-preço.
Em termos de comportamento, 79% revela predisposição para recomendar marcas de que gosta a familiares ou amigos. No entanto, 53% experimentou novas marcas nos últimos seis meses, sinalizando maior abertura à mudança e intensificação da concorrência.
Por outro lado, uma má experiência tem impacto direto: 32% afirma deixar de comprar uma marca após um episódio negativo. Ainda assim, o estudo conclui que a confiança pode ser recuperada se houver resposta rápida, eficaz e transparente.
A análise baseou-se em respostas de 755 consumidores portugueses, com maior representatividade da Grande Lisboa, Centro e Norte do país.


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