Teletrabalho e robotização são principais tendências que afetam atividades do nearshore

2021-06-17 O teletrabalho e a robotização são duas grandes tendências que estão a impactar a atividade nearshore no mercado nacional. Um setor que, apesar da crise pandémica, tem continuado a crescer e a captar investimento estrangeiro. Pelo menos metade das empresas não fizeram quaisquer alterações nos seus processos de recrutamento no último ano e mais de um quarto pretende manter o modelo de trabalho adotado durante a pandemia. Estas são algumas das conclusões da 2ª edição do estudo "Nearshore em Portugal: Tendências na Gestão de Talento", um projeto da Aon, APDC e Experis.
Este relatório contou com a participação de 41 empresas, que representam uma força de trabalho de 55 mil colaboradores. E mostra que 29% das empresas considera que o teletrabalho e as reuniões virtuais são a principal tendência que irá afetar o seu funcionamento, seguindo-se a robotização (22%), a inteligência artificial (17%) e a aproximação das cadeias de abastecimento (17%).
Em termos de força de trabalho, analisando o perfil de competências mais requeridas pelas empresas inquiridas, destacam-se ao nível das soft skills, o espírito de equipa (67%) e adaptabilidade (64%). Já nas hard skills, ganham evidência os domínios de outros idiomas (33%), competências de customer service (25%) e de project management (25%).
Espírito crítico (50%) e criatividade (31%) são as soft skills mais difíceis de recrutar e que, ao mesmo tempo, apresentam uma predominância menor (respetivamente, 28% e 25%). Já as competências de data analytics (42%), cloud computing (36%) e cibersegurança (36%) são das hard skills mais difíceis de recrutar, sendo hoje relativamente menos representadas (19%, 17% e 6%).
Tendo em conta a situação pandémica que se mantém, metade das empresas declara não ter procedido a quaisquer alterações nos processos de recrutamento (50%). Já para 33% dos entrevistados o recrutamento foi seletivo e prudente (condicionado a posições-chave ou substituições) e, para 11%, houve mesmo uma aceleração das contratações, originada pelo aumento na procura dos serviços.
Já no que respeita à forma de trabalhar, houve alterações de fundo. A
grande maioria das empresas foi obrigada a repensar os modelos de trabalho, sendo que 63% passaram para um modelo de teletrabalho total e 34% optaram por um modelo híbrido, com teletrabalho parcial. Face à imprevisibilidade quanto ao futuro, 26% das empresas tenciona manter o modelo de trabalho adotado e 54% evoluir para um modelo de trabalho híbrido (teletrabalho parcial).
Sobre as políticas de bem-estar adotadas para os seus colaboradores, e em resposta à Covid-19, 66% das empresas implementou um horário de trabalho flexível para colaboradores com filhos pequenos e 46% melhorou e promoveu os programas de assistência ao colaborador (EAP - Employee Assistance Program). Já 20% atribuíram subsídios adicionais, para pagamento de equipamentos adaptados ao trabalho remoto.
Relativamente às tendências de compensação e benefícios, a maioria das empresas (71%) não prevê alterações em consequência do impacto da pandemia de Covid-19 no mundo do trabalho. Ainda assim, 17% tencionam ajustar os seus planos de incentivos e 3% preveem aumentar o salário base, bem como introduzir benefícios ao nível do bem-estar. Metade quer implementar programas de saúde mental, 60% pretende apresentar benefícios flexíveis aos seus colaboradores, 33% irá adquirir mobiliário de escritório para os colaboradores que fiquem em casa, 30% vai avançar com programas de apoio à saúde física e 27% investir em tecnologia adicional.
Na perspetiva das empresas participantes neste estudo, Portugal continuará a ser um destino atrativo para outras nacionalidades. A qualidade de vida, como clima, segurança, infraestruturas, sistemas de saúde pública (89%), as oportunidades de desenvolvimento de carreira (33%) e a tipologia de funções a recrutar (31%) estão entre os pontos fortes do país. Já entre as principais dificuldades em atrair talento de outras nacionalidades, destaque para os packs salariais/benefícios (58%) e a diminuição da mobilidade geográfica, em consequência da pandemia (31%).
O sector de nearshore em Portugal tem registado um desenvolvimento significativo nos últimos anos. As empresas localizam-se predominantemente nos grandes centros urbanos - Lisboa e Porto, mas cidades como Braga, Aveiro, Covilhã, Leiria e Évora também já se encontram entre os destinos escolhidos.
Aceda ao estudo





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