O tráfego de acesso à internet em banda larga móvel aumentou 37,2% no terceiro trimestre do ano, face a igual período de 2024. Um reforço explicado pelo aumento do número de utilizadores, mas, sobretudo, pelo aumento da intensidade de utilização do serviço. Cada cliente aumentou o seu tráfego em 34,5%, em média. Consumindo 17,7 GB por mês. Os dados são da ANACOM e mostram ainda que o reforço deste tráfego através de PC/tablet/pen/router foi de apenas 5,6%, para uma média de 42,6 GB.
No final de setembro, a taxa de penetração do serviço móvel era de 171,7 por 100 habitantes. Considerando-se só os acessos móveis com utilização efetiva (excluindo M2M), a taxa de penetração em Portugal ficou em 125,5. E excluindo-se os acessos afetos exclusivamente a serviços de dados e acesso à internet (cartões associados a PC/tablet/pen/router), ficou nos 120,1 por 100 habitantes. Quando considerados os acessos móveis comercializados em conjunto com serviços fixos, em pacote, a taxa de penetração foi de 63,7 por 100 habitantes.
No total, os acessos móveis habilitados a utilizar serviços móveis totalizaram 18,5 milhões. Destes, 13,5 milhões (73,1% do total) foram efetivamente utilizados. Excluindo o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, o número de acessos móveis ascendeu a 12,9 milhões.
Já o número de assinantes que efetivamente utilizou o serviço diminuiu 57 mil (-0,4%) no 3º trimestre, em termos homólogos. A evolução verificada é explicada pela redução dos planos pré-pagos, que diminuiu 17,7%, representando 22,8% do total de acessos efetivamente utilizados. Já a adesão aos planos pós-pagos e híbridos aumentou 6,1%.
Quanto à utilização dos serviços móveis, 17,3% dos utilizadores de serviços móveis apenas acedeu aos serviços de voz, enquanto 78,4% acedeu aos serviços de voz e internet. Cerca de 4,3% dos utilizadores acedeu apenas à internet, utilizando os acessos através de PC/pen/tablet/router.
Do total de acessos móveis, 44,1% dos acessos móveis utilizavam a tecnologia 4G, enquanto 16,7% utilizavam a rede 2G+3G e 39,2% utilizavam a rede 5G (mais 14,9%). Por tipo de utilização, os acessos 2G+3G eram utilizados sobretudo para os serviços de voz (80,5%), enquanto os acessos 4G e 5G eram utilizados sobretudo para voz e acesso à internet (47,3% e 49,4%, respetivamente).
No mesmo período, os acessos móveis de utilizadores particulares representavam 81,5% do total de acessos ativos, enquanto os acessos de utilizadores empresariais representavam 18,5%. Adicionalmente, existiam cerca de 3,8 milhões de números móveis portados. No trimestre foram objeto de portabilidade 211,5 mil números móveis, num aumento homólogo de mais de 50%.
O tráfego de voz móvel, em minutos, diminuiu 0,6%. O número de minutos de conversação por acesso de voz móvel foi, em média, de 203 por mês, o que representa aproximadamente 7 minutos por dia. Em comparação com o ano anterior, o tráfego médio mensal diminuiu 2 minutos (-0,8%). A duração média das chamadas foi de 2 minutos e 49 segundos por chamada, menos 5 segundos.
Confirmando que há cada vez mais utilizadores de internet no telemóvel, o número de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à internet fixou-se em 11,2 milhões, mais 3,7% que em igual período do ano anterior.
A MEO continua a ser o principal prestador, com 36,1% dos acessos móveis ativos com utilização efetiva (excluindo M2M), seguida da NOS (31,0%) e a Vodafone (27,8%). Seguem-se a DIGI/NOWO e a Lycamobile com quotas de 2,9% e 2,1%, respetivamente. No caso das quotas de subscritores de acesso à internet em banda móvel, a quota da MEO foi de 34,0%, seguida da NOS (32,4%), Vodafone (27,8%), DIGI/NOWO (3,4%) e Lycamobile (2,2%). Já a NOS deteve a quota mais elevada de tráfego de internet em banda larga móvel (35,8%), seguida da Vodafone (31,5%), dMEO (27,6%), DIGI/NOWO (3,9%) e Lycamobile (1,3%).
Assumindo-se como infraestrutura essencial apara a gestão integrada do território