A utilização da voz fixa continua em queda. Entre junho e setembro, o volume de minutos originado na rede fixa diminuiu 10,5% em relação ao trimestre homólogo. Um recuo que de deveu sobretudo à diminuição do tráfego fixo-fixo (-14,8%) e, em menor medida, à redução do tráfego fixo-móvel (-6,6%), do tráfego nacional para números curtos e números não geográficos (-19,0%) e do tráfego internacional de saída (-20,5%).
A ANACOM diz que foram consumidos, em média, por mês, 32 minutos por acesso, dos quais 18 minutos em chamadas fixo-fixo, 7 minutos em chamadas fixo-móvel e 1 minuto em chamadas internacionais. Em comparação com o 3.º trimestre de 2024, foram consumidos mensalmente menos 3 minutos por acesso (-9,6%).
No total, a taxa de penetração dos acessos telefónicos principais ficou em 50,7 acessos por 100 habitantes. A taxa de penetração dos acessos instalados a pedido de clientes residenciais ascendeu a 89,9 por 100 agregados domésticos privados. Sendo que o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era cerca de 4,4 milhões, menos 34,4 mil (-0,8%). Também o parque de acessos telefónicos principais, de 5,5 milhões de acessos equivalentes, recuou 69,5 mil.
Os acessos suportados em redes de nova geração (FTTH, redes de TV por cabo e redes móveis em local fixo), representaram 94,9% dos acessos telefónicos, tendo aumentado o seu peso em 1,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Por outro lado, o número de acessos analógicos diminuiu 27,9% face ao trimestre homólogo, passando a representar apenas 2,6% do total de acessos. Já só existem 5,3 mil postos públicos instalados, com um recuo de 33,4%.
A quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,1%, seguindo-se a NOS com 34,3%, Vodafone com 21,1% e a DIGI/NOWO com 2%.
Assumindo-se como infraestrutura essencial apara a gestão integrada do território