Um em cada quatro portugueses já foi vítima de fraude digital

2025-10-30

Apesar da crescente consciencialização em torno da cibersegurança, pelo menos um em cada quatro portugueses já foi vítima de uma fraude digital. É que as práticas de prevenção ainda não são consistentes quando se utilizam os meios online. E mais de metade dos utilizadores tem dúvidas sobre a eficácia das campanhas de sensibilização, sugerindo a necessidade de reforçar a confiança nas mensagens de prevenção e na comunicação pública sobre o tema. A conclusão é de um estudo do observador Cetelem.

O trabalho, denominado ‘Digital e Cibersegurança 2025' mostra que só 37% dos portugueses afirma tomar sempre precauções para proteger os seus dados pessoais, enquanto 52% o faz frequentemente, ao utilizar senhas fortes, evitar clicar em ligações suspeitas e utilizar um software antivírus.

A maioria dos inquiridos do estudo mostra prudência na gestão de conteúdos suspeitos: 87% apaga emails ou mensagens com ligações e anexos de origem desconhecida e 89% já tomou medidas concretas de proteção de identidade e dados pessoais na Internet. Mas só 54% admite investigar alertas de malware ou phishing antes de agir, o que indica que muitos ainda reagem de forma hesitante perante ameaças.

A relação dos portugueses com o mundo digital é marcada por uma dualidade entre confiança e cautela. A maioria afirma confiar nas plataformas e websites com que interage, mas com reservas: 52% considera elevado o risco de fraude ou roubo de identidade quando realiza compras ou utiliza serviços online.

Ainda assim, 72% dizem sentir-se seguros ao efetuar transações financeiras ou ao partilhar informações pessoais na internet, sinal de que o utilizador digital português procura equilibrar conveniência e segurança. Mesmo com a perceção de risco, 44% manteve o uso de serviços digitais, enquanto 42% admite ter reduzido a frequência de utilização por receio de fraude ou perda de dados.

O estudo revela que o nível de confiança na segurança digital das entidades financeiras é equivalente ao grau de desconfiança. Há um equilíbrio que mostra prudência, mas também uma certa incerteza quanto à robustez dos sistemas. Sendo que a segurança digital já é um fator determinante na escolha de produtos financeiros: 71% dos inquiridos afirmam que a perceção de segurança influencia a decisão de recorrer a serviços de crédito online, mas apenas 40% dizem sentir-se realmente confortáveis a utilizá-los.

Para este trabalho foram realizadas 1000 entrevistas de autopreenchimento online a indivíduos de ambos os sexos, de idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos residentes em Portugal Continental.


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