Utilização do online cresce nas empresas portuguesas

2022-11-24

As empresas nacionais estão a aumentar o acesso remoto a funcionalidades como o email ou documentos, assim como a estimular a realização de reuniões remotas, em vez de deslocações em trabalho. Assim, quase metade (47,7%) tem os seus colaboradores ligados à internet por razões profissionais e realiza reuniões à distância. Desta percentagem, 61% tem diretrizes que favorecem estes encontros por via digital, em detrimento de deslocações em trabalho, sendo que a maioria (67,8%) diz ter diretrizes de segurança. Os dados são de um inquérito do INE  às empresas sobre a utilização das tecnologia de informação e comunicação (TIC).

A proporção de empresas que realiza reuniões remotas através de plataformas digitais, como o Zoom ou o Teams, aumenta com a dimensão das organizações: 95,7% nas grandes empresas (com 250 ou mais pessoas ao serviço), 74,5% nas de média dimensão (50 a 249 funcionários) e 42,2% nas empresas com dez e 49 pessoas.

Já por setor de atividade, destaca-se o setor das TIC (93,7%) e o do comércio (52,9%), enquanto nas demais áreas se registam níveis inferiores. A mais baixa a mais baixa regista-se no alojamento e restauração, onde apenas uma em cada quatro (26,3%) empresas realiza este tipo de encontros profissionais à distância.

Um total de 71% das empresas tem colaboradores com acesso a, pelo menos, uma das funcionalidades disponibilizadas remotamente e 58,2% a todas elas. O sistema de correio eletrónico é aquele a que mais pessoas têm acesso remoto (74,7%), seguindo-se documentos da empresa (65%) e aplicações de gestão ou software (63,9%).

Uma em cada cinco empresas com mais de dez trabalhadores têm nos quadros um especialista em TIC, sendo que no caso das grandes empresas, sobe para 78,5%. Os números do INE comprovam ainda os problemas em recrutar este perfil de colaborador: entre aquelas que o fizeram ou tentaram fazer no ano passado, 61,4% referem ter tido dificuldade no preenchimento desses postos de trabalho. Cerca de 92% referiram as expectativas muito elevadas de remuneração dos candidatos e 82,1% a falta de candidaturas. A falta de experiência profissional relevante e a falta de qualificações (educação ou formação) relacionadas com as TIC foram referidas por 56,8% e 56,7% destas empresas. 

Quanto às vendas online, no ano passado representaram 17,2% do total do volume de negócios das empresas em Portugal, atingindo quase 50 mil milhões de euros, cerca de 10,7% acima do obtido em 2020. Uma em cada cinco venderam bens ou serviços através de comércio eletrónico. Mas esta aposta difere muito em termos de dimensão das empresas. Enquanto 43,3% das grandes empresas vende online, apenas 29,3% o faz nas empresas de média dimensão e 17,4% no caso das pequenas empresas. Por setor, o alojamento e restauração tem mais empresas ativas no comércio eletrónico (39,15) e quase 16% vende através de encomendas/reservas via website, apps ou portais de comércio eletrónico.

A esmagadora maioria (98,1%) das que efetuaram vendas online fizeram-no para clientes localizados em Portugal, 42,3% noutros países da União Europeia e apenas 31,6% em geografias extracomunitárias.


2023-01-26 | Atualidade Nacional

Vencedores desta 2ª edição deverão conhecidos a 30 de março


2023-01-26 | Atualidade Nacional

Reforçando presença ibérica


2023-01-26 | Atualidade Nacional

De acordo com dados da Anacom sobre as obrigações de cumprimento dos operadores


2023-01-25 | Atualidade Nacional

Poderão gerar quase 9 mil milhões de euros de riqueza


2023-01-25 | Atualidade Nacional

AP investe 8,9 milhões de euros em cibersegurança em 2022


2023-01-20 | Atualidade Nacional

Medida está entre as prioridades já definidas na CRESAP