A Claranet Portugal reuniu mais de 100 especialistas e decisores no Security & Compliance Day 2026, evento dedicado aos desafios de segurança, conformidade, soberania digital e resiliência operacional das organizações. A terceira edição decorreu no Beato Innovation District, em Lisboa, e colocou no centro do debate o impacto da nova vaga regulatória europeia.
A agenda foi marcada por temas como NIS2, DORA e AI Act, regulamentos que estão a redefinir responsabilidades, processos e prioridades nas empresas e instituições. A mensagem comum das várias sessões foi clara: a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica e passou a ser um tema estratégico para continuidade operacional, competitividade, governação e confiança institucional.
Entre os principais tópicos em análise estiveram o custo da não conformidade, o equilíbrio entre inovação e contabilista, a construção de modelos de resiliência assentes em monitorização contínua e resposta rápida, e o reforço da soberania digital num contexto geopolítico mais exigente.
"A segurança e a conformidade têm de se tornar prioridades estratégicas para as organizações e para as lideranças", afirma Alexandre Ruas, managing director da Claranet Portugal. Sublinha que o Security & Compliance Day promove "uma visão colaborativa entre empresas, setor público e parceiros tecnológicos em prol da resiliência e da soberania digital nacional".
O evento contou com especialistas de organizações como SIS, CTT, Grupo Nabeiro, E-REDES, Grupo Brisa e ESPAP, que destacaram a necessidade de maior colaboração entre empresas, academia, setor público e parceiros tecnológicos para responder à evolução das ameaças e às exigências regulatórias.
Um dos painéis centrais, dedicado ao tema "O Custo da Não-Conformidade - Inovação e Accountability na Era NIS2: Como encontrar o equilíbrio?", contou com a participação de Hélder Barbosa, head of cyber resilience da E-REDES, João Carlos Falcão, CISO do Grupo Brisa, e Teresa Girbal, vice-presidente e CIO da ESPAP, com moderação de David Grave, cyber security senior director da Claranet Portugal.
"As organizações já não questionam se devem investir em cibersegurança, mas como conseguem adaptar-se a um contexto de ameaça permanente e exigência regulatória crescente", afirma David Grave. Para quem a resiliência digital se constró através de "visibilidade contínua, capacidade de resposta e integração entre segurança, operação e conformidade".
Durante a tarde, os participantes puderam visitar o SOC - Centro de Operações de Segurança da Claranet Portugal, conhecendo ferramentas, processos, equipas e práticas de monitorização e resposta a ameaças em tempo real. O programa incluiu também a apresentação do caso de estudo "A Arquitetura de um SOC Moderno em Conformidade com a NIS2", por Nelson Topete, CISO dos CTT.
O evento integrou ainda a sessão reservada CISO Group Therapy, promovida pela AP2SI - Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação, parceira institucional da iniciativa. A sessão reuniu Chief Information Security Officers de várias organizações para discutir desafios, aprendizagens e prioridades estratégicas do setor.
Com o apoio de Ethiack, HPE, KnowBe4, Microsoft, SecurityScorecard, Semperis e Westcon-Comstor, o Security & Compliance Day reforçou a necessidade de estratégias de segurança mais integradas, colaborativas e preparadas para um ambiente digital marcado por ameaças persistentes, maior pressão regulatória e exigência crescente de soberania e resiliência.
Iniciativa avaliou cerca de 200 projetos de mais de 300 crianças e jovens de 68 escolas