A CS'Associados vai implementar a plataforma de inteligência artificial Harvey em todo o escritório e em todas as áreas de prática, num movimento que reforça a adoção de IA no mercado jurídico português. A sociedade de advogados selecionou a solução após um processo de avaliação centrado no desempenho em trabalho jurídico especializado, segurança, confidencialidade e proteção de dados.
Desenvolvida especificamente para o setor jurídico, a Harvey será disponibilizada às equipas da CS'Associados para apoiar tarefas como pesquisa, redação, revisão e análise de documentos. A adoção será transversal, abrangendo áreas como contencioso e arbitragem, fusões e aquisições, banca e finanças, mercados de capitais, private equity, imobiliário, tecnologia, dados e inovação digital.
"Enquanto uma das principais sociedades de advogados em Portugal, estamos comprometidos em reunir uma profunda especialização jurídica com as melhores ferramentas disponíveis para as nossas equipas", afirma André Salgado de Matos, sócio das áreas de Regulatório, Público, Energia e Sustentabilidade da CS'Associados. Para o responsável, a implementação da Harvey em todo o escritório reflete a convicção de que a IA, quando aplicada de forma responsável, pode reforçar o serviço prestado aos clientes, sem comprometer os padrões de qualidade e confiança exigidos à profissão.
A plataforma foi concebida para responder aos requisitos de confidencialidade e proteção de dados do setor jurídico, incluindo conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia. Estes critérios foram determinantes no processo de escolha, num contexto em que a adoção de IA pelos escritórios de advogados exige garantias acrescidas sobre segurança da informação, sigilo profissional e controlo sobre os dados tratados.
Para a Harvey, a entrada na CS'Associados representa mais um passo na expansão junto de sociedades de advogados europeias. João Fonseca, gestor de contas empresariais da empresa, sublinha que a sociedade portuguesa combina "profunda especialização" com elevados padrões de serviço ao cliente, acrescentando que o objetivo é apoiar as equipas na integração da IA no trabalho jurídico, assegurando confiança, confidencialidade e proteção de dados.
A decisão da CS'Associados reflete uma mudança mais ampla no setor jurídico. A utilização de IA está a deixar de estar limitada a projetos-piloto ou experiências pontuais e começa a entrar de forma mais estruturada no quotidiano dos escritórios, com impacto na forma como os advogados pesquisam, analisam informação, preparam documentação e respondem a clientes.
Num mercado cada vez mais competitivo, a adoção destas ferramentas coloca o foco na produtividade, na qualidade da análise jurídica e na capacidade de libertar tempo para trabalho de maior valor acrescentado. Ao mesmo tempo, aumenta a exigência sobre governação interna, formação das equipas e definição de regras claras para o uso responsável da IA na prática jurídica.
Com esta implementação transversal, a CS'Associados posiciona-se entre os escritórios portugueses que estão a integrar inteligência artificial de forma mais ampla na sua operação, sinalizando que a transformação digital do setor jurídico entra agora numa nova fase: menos experimental e mais ligada à escala, à eficiência e à qualidade do serviço prestado.