A Devoteam Portugal apresentou, no Cloud AI Live Lisboa 2026, uma ativação tecnológica inspirada no Mundial de Futebol 2026 para demonstrar como os ecossistemas de Agentic AI podem responder a desafios empresariais reais. Sob o mote "Escolhe o 11 para ganhar o teu Mundial", a iniciativa convida líderes empresariais a assumirem o papel de selecionadores de equipas de inteligência artificial.
A proposta parte de uma metáfora simples: tal como uma equipa de futebol precisa de jogadores com funções diferentes, também uma estratégia de IA agêntica exige agentes especializados, capazes de colaborar entre si para atingir objetivos complexos. O objetivo da Devoteam é tornar mais tangível um conceito ainda abstrato para muitas organizações: a passagem de modelos de IA generativa isolados para ecossistemas de agentes capazes de atuar de forma coordenada.
Ao contrário dos modelos tradicionais de IA generativa, que respondem a prompts, os sistemas de Agentic AI podem executar tarefas, colaborar com outros agentes, usar ferramentas, manter contexto e apoiar decisões em fluxos de trabalho mais complexos. A ativação procura mostrar esta lógica de forma prática, visual e acessível, traduzindo arquiteturas técnicas em linguagem de negócio.
Durante a experiência, os participantes identificam um desafio empresarial e recebem uma proposta personalizada composta por 11 agentes de IA especializados. Cada agente desempenha uma função específica dentro da estratégia desenhada para responder ao problema apresentado. No final, é criado um card digital personalizado, que pode ser partilhado no LinkedIn.
Para a Devoteam, a iniciativa funciona como uma ferramenta de storytelling visual para desmistificar a IA multiagente. A empresa pretende mostrar que a adoção desta tecnologia não depende apenas de modelos mais poderosos, mas da capacidade de orquestrar agentes, ferramentas, dados e supervisão humana em torno de objetivos concretos.
"O verdadeiro retorno da IA não está em ferramentas isoladas nem em agentes sem supervisão. Está em transformar cada engenheiro num Augmented AI Engineer", afirma Pedro Caeiro, responsável pela unidade de Distributed Cloud na Devoteam. Para o responsável, o valor está na capacidade de orquestrar modelos, agentes e ferramentas com contexto, governance e execução determinística.
Pedro Caeiro sublinha que o design continua humano, mas a implementação passa a ser híbrida. Ao recorrer à metáfora do futebol, a Devoteam quer mostrar às lideranças portuguesas que um ecossistema robusto de IA agêntica não substitui a equipa técnica: multiplica a sua capacidade. Esta combinação entre supervisão humana e execução agêntica é, segundo a empresa, a base de transformações em escala.
A ativação enquadra-se num momento em que a discussão empresarial sobre IA está a evoluir. Depois de uma fase centrada na experimentação com ferramentas generativas, as organizações começam a procurar modelos mais estruturados para aplicar IA em processos reais, com impacto mensurável, governação e integração tecnológica.