Indra integra blockchain nas suas soluções de portagem

2021-11-18 A Indra, adicionou a capacidade de registo de transações numa cadeia de blockchain, no sistema de backoffice de portagens da sua linha de soluções Mova Collect. O objetivo é oferecer a operadores e concessões uma solução ainda mais robusta e fiável, que permita registar qualquer operação de um modo rápido e eficaz, aumentando a integridade, transparência e rastreabilidade dos dados.
Os trabalhos estão a ser realizados no âmbito do projeto europeu de I+D+i Critical-Chains, onde a Indra lidera o caso de uso de transportes. A empresa estabeleceu uma parceria com a ROADIS, multinacional do setor das infraestruturas, com o objetivo de validar esta solução tecnológica numa das autoestradas que a empresa opera no México: a Monterrey-Saltillo (CAMS). Esta tecnologia inovadora será implementada com o objetivo de proteger as numerosas transações que se realizam numa concessão, tornando-as mais seguras e reduzindo a possibilidade de fraude, contribuindo para tornar a autoestrada inteligente e segura.
Aplicar blockchain nos processos e transações que se realizam nos sistemas de backoffice de um sistema de portagens (integridade das operações, clearing entre operadores, pagamentos à entidade central, auditoria financeira, controlo de fraude, etc.) permite reduzir os conflitos entre os diferentes players devido a possíveis discordâncias, protege contra possíveis ciberataques e facilita as tarefas de liquidação (settlement) e auditoria. Adicionalmente, também reduz possíveis problemas na gestão das listas de utilizadores bloqueados por atrasos no envio dos registos de matrículas e tipo de veículo que passou a portagem num determinado momento.
O uso do blockchain não interfere com as operações habituais dos utilizadores, que continuam com as mesmas interfaces, apenas alertará para possíveis discrepâncias nos registos, de forma que estes possam ser consultados. A solução desenvolvida pela Indra é particularmente adequada para a cobrança eletrónica de portagens, bem como em situações em que existem várias concessões e interoperabilidade entre elas.
De um ponto de vista técnico, o trabalho está a ser desenvolvido numa plataforma Software-as-a-Service que permitirá registar transações de portagem e os processos de liquidação associados, aumentando a rastreabilidade. Especificamente, a Critical-Chains utiliza a Quorum, uma plataforma empresarial Blockchain descentralizada que permite a concessão de diferentes permissões a diferentes utilizadores em função do seu papel no modelo de negócio, de modo que a informação não seja pública como é o caso de outras plataformas, como a Ethereum.
No piloto liderado pela Indra, graças a esta privacidade, os diferentes intervenientes terão permissões para ver e registar operações, enquanto as autoridades competentes poderão realizar as auditorias necessárias de uma forma transparente e segura.
O projeto Critical-Chains, apoiado pelo Programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, é liderado pela Universidade de Reading (Berkshire), e conta com doze parceiros de oito países. Para além do caso do uso de transportes, a Indra lidera também o grupo de trabalho responsável pela validação do framework desenvolvido em diferentes âmbitos: banca, seguros, instituições financeiras e autoestradas com portagem.
No setor dos transportes, a Indra também vai utilizar a blockchain no projeto SIMPLE (SIMplification of Processes for a Logistic Enhancement), onde, juntamente com a sua filial Minsait, vai desenvolver e implementar a janela única logística espanhola, que integrará toda a informação da atividade do transporte de mercadorias e a logística em Espanha. A solução garantirá a rastreabilidade de documentos e da carga através da blochchain, permitindo que todos os agentes e modos de transporte da cadeia logística interajam telematicamente, através da digitalização e integração dos seus dados e documentos.
Para além de proteger as operações, assegurando uma maior transparência e rastreabilidade dos dados registados, a blockchain aplicada ao setor dos transportes elimina a necessidade de intermediários para salvaguardar a inviolabilidade dos dados ou possíveis fraudes, uma vez que a própria natureza desta tecnologia garante a transparência e a imutabilidade dos registos.

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