Minsait apoia transformação digital da arte e cultura

2020-11-26 Em Portugal, estima-se que, antes da pandemia, existiam mais de 130 mil pessoas empregadas no setor da cultura, que representa cerca de 3% do PIB. Para além do seu impacto direto, a cultura tem uma influência significativa noutros setores, como o turismo, e contribui para a coesão social, o desenvolvimento sustentável e o alívio das desigualdades. Tendo em conta a conjuntura, a Minsait, uma empresa da Indra, está a desenvolver projetos que se estão a tornar referências importantes na transformação digital da arte e da cultura.

Entre os projetos, destacam-se em Espanha o "Cáceres Patrimonio Inteligente" e o "Smart Camiño", uma plataforma digital com aplicações móveis para orientar e resolver todas as necessidades de informação dos peregrinos. A empresa é também parceira-chave na digitalização dos Museus do Vaticano para melhorar a proteção das obras e a segurança dos seus visitantes. E integra um projeto europeu para a implementação de um simulador de grande escala para mapear cinco mil anos de história no continente.

Nesta linha, o relatório "Tecnologia ao serviço da arte e da cultura", recentemente publicado pela Minsait, deixa claro que a transformação digital é a única forma de responder às exigências da democratização da informação e da arte para os novos perfis dos visitantes e à atual situação de pandemia. Para tal, é essencial implementar soluções digitais que permitam a partilha de informação entre todos os agentes da cadeia de valor - públicos e privados - para oferecer aos utilizadores experiências mais atrativas e melhorar a gestão dos espaços.

Esta abordagem facilita a análise da informação sobre os visitantes, não só para expandir o volume e o valor das receitas de bilhética, mas também para disponibilizar serviços de transporte, alojamento, entretenimento ou compras a partir do momento em que planeiam a visita. A Minsait também defende no estudo a incorporação de novos perfis profissionais muito mais tecnológicos nas equipas dos museus e empresas culturais para acelerar a transformação.

A contribuição das ferramentas de CRM é também fundamental para gerir a experiência completa, interações e pontos de contacto entre utilizadores e equipamentos culturais, para melhorar a relação e recolher dados inteligentes de todas as interações (dúvidas, reclamações, sugestões, compras, etc.).

No relatório, foram incluídas outras soluções tecnológicas para fornecer serviços de valor acrescentado aos visitantes e para dinamizar a arte e a cultura:

- Aplicações móveis para conhecer com maior profundidade e detalhe certas obras, fazer zoom em peças específicas de uma coleção, jogar com conteúdos educativos e até visitar coleções e obras que não estão em exposição na altura;

- Redes sociais para estabelecer relações de comunicação diretas e abertas com os visitantes, oferecer melhores serviços aos cidadãos e atrair um público mais jovem numa altura em que os dispositivos eletrónicos parecem querer substituir os livros como um elemento de lazer;

- Chatbots para complementar de forma muito simples as funções de atendimento ao público em relação à resolução de consultas e dúvidas de carácter geral ou para responder a questões muito específicas sobre aspetos de uma exposição, monumento, edifício histórico ou representação cultural, em qualquer altura e a partir de qualquer lugar do mundo;

- Realidade virtual, aumentada e mista para permitir aos visitantes desfrutar de experiências imersivas e únicas que os vão fazer entrar na arte e cultura como mais do que apenas espectadores passivos ou que lhes permitirão reconstruir espaços históricos para caminharem entre ruínas;

- Beacons, que permitem ao utilizador fazer visitas muito mais personalizadas de acordo com as suas necessidades e interesses, e aos responsáveis saberem melhor como os visitantes interagem nos espaços ou quais são as salas mais visitadas;

- E gamificação através de dispositivos móveis que estimulam o processo de descoberta cultural e aprendizagem do público mais jovem.

Além das funcionalidades e serviços concebidos para visitantes e utilizadores de espaços artísticos e culturais, o relatório da Minsait destaca as oportunidades apresentadas pelas tecnologias disruptivas para melhorar a gestão interna dos espaços e acelerar a tomada de decisões. Do ponto de vista da segurança, a incorporação de sistemas de alerta digitais e multimédia para orientar os visitantes para as saídas de emergência ou para evitar multidões garantindo a distância social.

A Minsait também acredita que nos próximos anos iremos assistir à utilização generalizada de algoritmos e inteligência artificial para ativar protocolos de segurança, bem como à criação de base de dados que integram informação de todos os dispositivos que interagem com a segurança. Por fim, o estudo prevê que a integração de soluções de Big Data, Algoritmos e Dashboard irá desempenhar um papel fundamental para facilitar a simulação de situações futuras a fim de planear as necessidades de recursos e organizar melhor os serviços.

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