Minsait identifica três fatores para modernizar os serviços sociais

2022-05-19 A transformação dos serviços sociais deverá ser sustentada em três fatores: processos de humanização, cuidados de saúde multicanal e qualidade dos cuidados de saúde para facilitar a tomada de decisões. Estes fatores são identificados pela Minsait, tendo em conta a mudança sociodemográfica e a crise social e económica provocada pela pandemia, que moldarão o futuro dos serviços sociais.
Uma sociedade com maior esperança de vida, referida como "economia grisalha" (associada às necessidades dos idosos), torna a transformação digital absolutamente imperativa. E a crise social e económica provocada pela pandemia exige ainda novas políticas e estratégias que devem ser postas em prática para prevenir a pobreza, a miséria e a exclusão social. Por isso, os serviços sociais devem dar resposta a este contexto, com uma atitude preventiva e proativa.
Para a Minsait a mudança dos serviços sociais é urgente e necessária, mas deve ser sustentada em três fatores essenciais. Em primeiro lugar, nos processos de humanização, pois é essencial ter uma visão única e holística do utente. Além disso, é também preciso gerar uma estratégia sólida e de proximidade de serviços sociais multicanal, dada a necessidade de ligar as instituições e os cidadãos, a fim de assegurar uma proteção adequada dos indivíduos e um acesso justo aos serviços. Por fim, é necessário apostar na qualidade dos serviços sociais, através do acesso a toda a informação que permite facilitar a tomada de decisões.
"Os pilares básicos sobre os quais deve ser centrado o desenvolvimento de soluções tecnológicas para uma intervenção social coordenada devem ser reforçados, com base na implementação de uma abordagem centrada na pessoa destinada a promover a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos e na qual a pessoa é capacitada e se torna um sujeito ativo na tomada de decisões que afetam a sua vida", refere Joana Miranda, Diretora de Administração Pública e Saúde da Minsait em Portugal.
Assim, é necessário realizar uma transformação digital dos serviços sociais e maximizar a eficiência do sistema, recorrendo a ferramentas tecnológicas que abranjam todo o processo, incorporando os cidadãos no processo. O aproveitamento de metodologias centradas na experiência do utilizador, tais como "Design Thinking", recorrendo a técnicas como "Customer Journey Mapping" e protótipos navegáveis, ajudarão a conceber ferramentas que sejam acessíveis, fáceis de utilizar e muito mais centradas no utente.
É essencial construir um sistema de informação para os Serviços Sociais que utilize tecnologias inovadoras e disruptivas com vista ao seu melhor aproveitamento. Este processo passa por, em primeira instância, racionalizar e facilitar a igualdade de acesso aos serviços e benefícios através de canais novos e acessíveis.
Mais: é preciso simplificar os procedimentos administrativos, automatizando todos os processos repetitivos e otimizar a gestão das listas de espera. A isso junta-se a necessidade de proporcionar uma visão holística dos cidadãos através dos dados recolhidos num registo social que lançará as bases para uma futura integração com os sistemas de cuidados sociais e de saúde e outras ferramentas de proteção. Por fim, temos de permitir a interoperabilidade com os sistemas, unificando o ecossistema de aplicações utilizadas a diferentes níveis de administração (estatal, regional e local) e garantindo a continuidade dos cuidados de saúde.
Os beneficiários têm o direito de continuarem a ter o controlo das suas vidas, de tomar as suas decisões e ser tratados com respeito. E isso pode ser alcançado com a abertura de novos canais de comunicação para gerar proximidade com os cidadãos através de informação do seu interesse. Outro aspeto decisivo para atingir esse objetivo passa pela implementação de aplicações de autocuidado e autonomia dos utentes.
Devem ainda estar previstas ferramentas analíticas avançadas preditivas e prescritivas. Isso é possível apoiando de forma adequada a tomada de decisões e o planeamento de orçamentos e recursos humanos e materiais; definindo políticas sociais com uma visão preventiva e proactiva que antecipa as necessidades e os riscos e estabelece as diretrizes para minimizar o seu impacto; concebendo ferramentas de orientação e recomendações para profissionais, que o orientem para utilizar os recursos ideais para o beneficiário de acordo com o seu perfil; aproveitando a tecnologia para proteger as vítimas de violência (doméstica, de género, contra idosos, menores, etc.) e através de campanhas de prevenção e de sensibilização; e, por fim, garantindo a inclusão social efetiva, sem preconceitos de género ou de qualquer outro tipo.

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