SAS lança AI Navigator para governar a IA e reduzir riscos nas empresas

2026-05-14

O SAS apresentou o SAS AI Navigator, uma nova plataforma SaaS desenhada para ajudar as organizações a inventariar, monitorizar e governar a utilização de inteligência artificial nos seus processos de negócio. A solução pretende responder ao crescimento rápido da adoção de IA, que em muitos casos está a avançar mais depressa do que a capacidade das empresas para garantir controlo, segurança e conformidade.
A plataforma dirige-se a equipas de IA, dados, compliance e risco, permitindo criar uma visão unificada de todos os casos de utilização de IA numa organização. O objetivo é reduzir o chamado "caos da IA", expressão usada para descrever ambientes em que modelos, agentes, ferramentas generativas e aplicações de terceiros são usados sem inventário completo, supervisão clara ou alinhamento com políticas internas.
O SAS AI Navigator permite mapear casos de uso, monitorizar modelos e agentes, acompanhar o ciclo de vida da IA - da experimentação à implementação e desativação - e verificar a conformidade com regulamentos, normas internas e políticas de governação. A solução pode ser usada tanto por novos clientes como por organizações que já trabalham com tecnologias SAS.
Um dos principais argumentos da plataforma é a integração com ferramentas e modelos já em utilização nas empresas, incluindo agentes de IA, modelos de linguagem de grande escala, modelos open source e soluções de terceiros. Esta abordagem pretende evitar que as organizações tenham de substituir os seus processos de desenvolvimento atuais para introduzir mecanismos de governação.
O lançamento surge num contexto em que a utilização de IA generativa, agentes e LLMs se está a disseminar dentro das empresas, muitas vezes fora da visibilidade das equipas de tecnologia e segurança. De acordo com o SAS, um estudo realizado com a IDC mostra que a adoção destas ferramentas está a superar o investimento em estruturas de IA fiável. A Gartner antecipa ainda que, até 2030, mais de 40% das organizações sofram incidentes de segurança ou conformidade relacionados com "IA paralela", ou seja, uso não autorizado ou não supervisionado de ferramentas de IA por colaboradores.
Para o SAS, a governação da IA não deve ser vista apenas como uma obrigação de compliance, mas como uma condição para escalar a tecnologia com confiança. "A governação da IA é muitas vezes vista apenas como uma medida de conformidade, mas é mais do que isso; é um motor de crescimento", afirma Reggie Townsend, vice-presidente de Ética de Dados do SAS e especialista em IA confiável e responsável.
O responsável defende que uma boa estrutura de governação "não restringe", mas capacita os profissionais para explorarem o potencial da IA num ambiente estruturado, transparente e seguro. Esta visão ganha relevância numa altura em que as empresas procuram acelerar inovação, mas enfrentam riscos legais, operacionais, reputacionais e regulatórios associados ao uso de IA.
A plataforma permite governar casos de utilização no ponto em que estes geram impacto no negócio e estender essa supervisão aos modelos, agentes e políticas subjacentes. Num exemplo dado pelo SAS, uma empresa que usa chatbots para interação com clientes poderá monitorizar não só o modelo ou agente utilizado, mas também aplicar políticas específicas para verificar conformidade com requisitos regulatórios.
O SAS AI Navigator será complementado por funcionalidades já presentes no portefólio da empresa, incluindo gestão de risco de modelo, interpretabilidade, deteção e mitigação de enviesamento, proteção da privacidade, mascaramento de dados e monitorização contínua.
Com esta solução, o SAS reforça o seu posicionamento na área da IA empresarial responsável, num momento em que as organizações passam da experimentação para a adoção operacional. A questão central deixa de ser apenas onde aplicar IA, e passa a ser como garantir que cada modelo, agente ou ferramenta é conhecido, monitorizado, auditável e alinhado com os objetivos e riscos do negócio.