O SAS apresentou uma nova geração de funcionalidades para a sua plataforma de análise SAS Viya, com foco em IA agêntica, assistentes inteligentes e aceleradores específicos por setor. As novidades foram anunciadas no evento anual SAS Innovate e procuram responder a um desafio central das organizações: passar da experimentação com inteligência artificial para decisões e ações automatizadas, com governação, segurança e controlo.
A empresa defende que a IA empresarial já não deve limitar-se a gerar conteúdos, sugestões ou respostas. A próxima fase passa por sistemas capazes de executar tarefas, recomendar decisões e desencadear ações em ambientes de negócio, sem dispensar supervisão humana, dados fiáveis e regras claras de governação.
"O papel da experiência humana na operação de IA Agêntica não diminui com a automatização, pelo contrário fortalece-se. Com o SAS Viya, as empresas podem complementar os copilotos e agentes com julgamento humano, dados fiáveis e governação empresarial, garantindo a tomada de decisões responsáveis e resultados mensuráveis", afirma Jared Peterson, vice-presidente sénior de Engenharia Global do SAS.
Uma das principais novidades é o SAS Viya Model Context Protocol Server, uma funcionalidade que expõe capacidades analíticas, de modelação e de tomada de decisão do Viya como ferramentas acessíveis a agentes de IA externos através de uma norma aberta. Na prática, as empresas podem integrar a lógica analítica e os mecanismos de governação do SAS nos seus próprios agentes, utilizando as interfaces e os modelos de linguagem que preferirem, sem duplicar processos nem contornar controlos corporativos.
O SAS está também a lançar o SAS Agentic AI Accelerator, uma estrutura para desenhar, construir, governar e implementar agentes de IA em contexto empresarial. A proposta destina-se tanto a equipas técnicas como a utilizadores em ambientes low-code ou no-code, com o objetivo de tornar a adoção de IA agêntica mais repetível, segura e alinhada com necessidades reais de negócio.
Outra aposta é o SAS Viya Copilot, um conjunto de assistentes conversacionais integrados no ciclo de vida de análise da plataforma. Ao contrário de chatbots genéricos, estes assistentes operam dentro dos fluxos de trabalho e conhecem o contexto, os dados e as aplicações utilizadas. Podem apoiar tarefas como exploração de dados, construção de modelos e análise, com respostas mais ajustadas ao ambiente empresarial.
O roadmap da empresa prevê a expansão destas capacidades para gestão de dados, gestão de modelos e infraestrutura de IA, criando uma experiência integrada desde a ingestão de dados até à entrada em produção. O SAS pretende ainda especializar os copilotos por setor, usando modelos de dados, terminologia e boas práticas específicas. Em 2026, estão previstas aplicações em áreas como prevenção de crimes financeiros na banca e planeamento e otimização da cadeia de abastecimento na indústria.
O terceiro pilar da estratégia passa pelos aceleradores da indústria, com modelos e agentes pré-formados para problemas complexos em setores específicos. O SAS mantém um investimento de mil milhões de dólares em soluções setoriais, com o objetivo de reduzir a falta de talento especializado em IA, acelerar implementações e entregar retorno mensurável.
Entre as novas ofertas está o SAS Supply Chain Agent, que deverá ficar disponível globalmente em breve. A solução foi desenhada para transformar o planeamento de vendas e operações, ajudando fabricantes e distribuidores a equilibrar procura, oferta e capacidade operacional. O agente opera de forma contínua, antecipa necessidades, reduz desperdício, evita duplicações e oferece visibilidade quase em tempo real sobre a cadeia de abastecimento.
Através de uma interface conversacional, os utilizadores podem simular cenários, avaliar impactos e compreender a lógica das recomendações. Além da cadeia de abastecimento, o SAS está a expandir o portefólio para áreas como gémeos digitais, segurança no local de trabalho, integridade de pagamentos e prevenção de fraude.
Com estas novidades, o SAS posiciona o Viya para uma nova fase da IA empresarial, menos centrada na experimentação e mais orientada para operação, decisão e automação. A proposta combina autonomia dos agentes com controlo humano, governação de dados e especialização setorial, num momento em que as empresas procuram transformar IA em resultados concretos.
Iniciativa avaliou cerca de 200 projetos de mais de 300 crianças e jovens de 68 escolas